Os números crescentes do setor de e-commerce têm aumentado a concorrência entre as lojas. Nesse cenário, uma boa forma de ganhar vantagem competitiva é aprimorar o sistema de vendas online.

Contudo, em razão dos problemas enfrentados na hora da migração de plataforma, muitas empresas acabam protelando a decisão e, com isso, podem perder boas oportunidades de negócios.

Ter um sistema de vendas mais robusto e em linha com as novas tendências faz a diferença na atração de novos clientes, mas também podem impactar no nível de satisfação dos clientes atuais. Tenha em mente que experiência do usuário é fator chave para o sucesso de qualquer operação, principalmente para o e-commerce.

Reunimos neste artigo algumas dicas importantes sobre os cuidados que devem ser adotados na migração das plataformas de e-commerce. Confira!

Por que fazer a migração?

Antes de indicar os procedimentos que devem ser adotados num processo de migração, vale enfatizar alguns pontos que precisam ser analisados de antemão.

* a mudança no sistema de vendas pode ser necessária, por exemplo, para garantir mais escala para a sua loja. Ter uma plataforma de vendas que limita o crescimento da operação não é uma estratégia inteligente. Afinal, quem lança um negócio precisa mirar o seu desenvolvimento o tempo todo.

* como citamos no início do texto, a migração deve ser considerada, também, se o sistema atual não oferece os recursos necessários para assegurar a melhor experiência de compra para o usuário. O e-commerce tem evoluído rapidamente, graças aos avanços tecnológicos, e não faz sentido ter um sistema que não atenda às demandas atuais do público.

* fique atento: a mudança deve ocorrer antes que a situação se torne insustentável. Ou seja, quem tem uma loja virtual não deve deixar para fazer a migração quando perder negócios. Preservar a reputação das marcas hoje é uma tarefa para empresas de todos os portes, até porque o processo de recuperação não é fácil. Portanto, o ideal é antecipar-se às necessidades dos clientes, agindo antes que o sistema de vendas se torne obsoleto.

Como tomar a decisão com segurança?

Quem atua no setor de comércio eletrônico sabe que essa é uma questão crucial: decidir qual o melhor momento para fazer a mudança com total segurança para a sustentabilidade do negócio.

É óbvio que cada empresa precisa analisar as particularidades da sua situação, mas os especialistas são categóricos: ter um planejamento consistente pode fazer muita diferença para o sucesso da operação.

É por meio da sistematização das informações que será possível detectar as eventuais dificuldades e, a partir daí, agir para neutralizá-las.

O planejamento também é fundamental para conseguir o envolvimento da equipe e o seu engajamento em torno do projeto. Todas as áreas precisam estar cientes da sua participação no processo de migração, que envolve praticamente todas as áreas.

Quais aspectos devem ser considerados?

Modelo de plataforma

Para quem se decidiu pela migração de plataforma, um dos aspectos a ser considerado é o sistema.

O mercado dispõe de diversas soluções como On Premise, Open Source etc.

Nesse grupo, a plataforma de e-commerce SaaS (Software as Service) é uma das mais recomendadas.

Existem boas razões para isso: este modelo é mais flexível para atender às demandas das lojas. A proposta nesse caso é pagar um valor mensal para ter acesso, via web, ao sistema.

Com isso, fica mais fácil, por exemplo, fazer as adequações necessárias para acompanhar o crescimento da operação.

Num processo de migração, que geralmente envolve a busca de uma plataforma mais eficiente, não faz muito sentido optar por um sistema fechado.

Suporte adequado

Um dos fatores que influenciam a mudança de sistema é a instabilidade da loja. Por isso, ao analisar as alternativas, é imprescindível considerar uma plataforma de e-commerce que tenha elevado SLA (Service Level Agreement).

As plataformas no modelo SaaS geralmente apresentam bons resultados nessa frente, até porque cabe ao desenvolvedor a responsabilidade de manter o sistema funcionando. Para isso, dispõe de uma equipe especializada para essa função.

Custo compatível

A questão do custo também costuma ser mais favorável para o modelo SaaS. Isso acontece porque esse tipo de solução exige um pagamento mensal, o que permite que o e-commerce possa diluir o gasto na implementação do sistema.

Pesa também outro fator: a plataforma não demanda equipe própria para o gerenciamento da parte de infraestrutura, que fica a cargo do desenvolvedor. Com isso, são reduzidos, também, os custos relacionados à demanda de espaço físico para abrigar os equipamentos.

Para quem está estudando migração de sistema, custo é um indicador importante. No caso de a empresa optar pelo modelo SaaS, existe o benefício da previsibilidade. Como o pagamento é mensal, a área financeira pode fazer a programação adequada.

Segurança

Segurança é um fator chave para o e-commerce e, no dia a dia, muitas empresas optam pela mudança de sistema justamente em função de ter mais recursos nessa área.

Com uma plataforma SaaS, com API aberta, é possível agregar novas soluções, contando com os parceiros mais adequados para cada situação.

Ao analisar as alternativas no mercado, avalie com cuidado a questão das certificações internacionais, como SSL.

Isso vai garantir uma migração mais segura entre os sistemas, além de uma operação mais tranquila no dia a dia, uma vez que a loja não corre riscos desnecessários.

Ainda na questão da segurança, o fato de as plataformas SaaS serem atualizadas constantemente, ajuda bastante. Eventuais bugs, brechas e outros tipos de falhas são monitorados constantemente e, claro, corrigidos.

Ganho de escala

Se a mudança de plataforma está sendo motivada para ganhar escala, as funcionalidades do modelo SaaS são as mais adequadas para essa situação.

Isso porque basta avisar o desenvolvedor sobre a necessidade de redimensionamento da estrutura.

Esse tipo de recurso também é bastante útil para os períodos sazonais de maior demanda. No final de ano e em datas comemorativas (Dia das Crianças, Dias das Mães, Black Friday etc.) as lojas geralmente precisam de mais recursos para atender a um número maior de clientes.

Nada pior do que uma loja instável, justamente nos momentos em que pode aumentar as vendas, correto?

Customização

Outro aspecto que deve ser analisado para uma migração tranquila é a necessidade de customização.

Ao fazer a mudança, é importante que a loja consiga manter os seus diferenciais em termos de layout e mesmo de identidade visual.

Redobre a atenção, então, com o nível de flexibilidade oferecida pelo desenvolvedor. O ideal é que o e-commerce possa escolher as opções que são mais adequadas ao seu negócio.

Pode parecer óbvio, mas muitos sistemas são bastante “engessados”, demandando altos investimentos no processo de customização.

Tempo de implantação

Quanto mais extenso for o período de migração, pior para a loja, que pode ter dificuldades para lidar com dois ambientes.

Esses processos podem sobrecarregar as equipes e até prejudicar a continuidade das vendas.

A dica dos especialistas, além do planejamento, é não economizar na realização de testes. É isso que vai garantir que a nova loja rode sem maiores problemas quando estiver no ar.

Muitas vezes, ao priorizar a agilidade, o e-commerce pode gerar mais problemas do que soluções para os seus clientes.

A opção pelo modelo SaaS pode ser útil, uma vez que o tempo para implementar é menor, quando comparado a outros sistemas.

Para finalizarmos, uma última questão bem importante na escolha de uma nova plataforma de e-commerce: a experiência do desenvolvedor. Com o crescimento do comércio eletrônico houve aumento no número de empresas.

Porém, o desenvolvimento de boas soluções de e-commerce exige conhecimento especializado, dedicação e investimentos. E, nesse caso, vale mais confiar nos especialistas, em quem tem histórias bem-sucedidas no mercado brasileiro.

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