Os números do novo Coronavírus, também conhecido como Covid-19 estão claros: além de não conseguirmos achatar a curva de contaminação, os números continuam crescendo. Se há algumas semanas comemoramos a abertura do comércio físico, hoje, voltamos com o fantasma dos serviços não essenciais (aqueles serviços que não são necessários e nem básicos à existência humana) serem fechados sem período para reabertura.  

Atualmente, no Brasil, em torno de 88% das cidades brasileiras já têm algum caso de Covid-19 registrado e as capitais dos estados já têm números altamente significantes.  

Acredita-se que assim como aconteceu inicialmente, as empresas tendem a fechar suas portas e aderir a um novo isolamento social, isso se algumas cidades não tiverem que adotar a medida de lockdown (que é quando as cidades fecham 100% os seus serviços, mantendo apenas hospitais, farmácias e supermercados abertos e com regra rígida de circulação de pessoas por vias públicas) nos próximos dias, como forma de evitar um aumento ainda mais trágico dos casos.  

Prestes a viver esse fantasma de fechar as portas novamente, muitos segmentos já se prepararam para atuar não mais apenas por telefone ou aplicativos de mensagens instantâneas como o WhatsApp, mas também, de modo online 

As preocupações são várias: onde vender, como vender, para quem vender, como anunciar, como tirar foto, como mostrar o uso, como continuar com aquele face a face que faz tão bem na hora da venda, as entregas. Mas as empresas, se quiserem ver suas vendas continuarem, uma coisa é certa, o meio digital é o melhor.  

 

APOSTE NAS LOJAS VIRTUAIS E NOS MARKETPLACES 

Para quem está em dúvida em como deverá vender se as portas do físico se fecharem (ou se elas continuarem fechadas, como tem acontecido em algumas cidades pelo Brasil) as vendas online é a melhor opção.  

Seja por loja virtual, tendo um ambiente próprio e totalmente customizável ou por marketplaces, onde as primeiras vendas costumam ser mais fáceis e os investimentos costumam ser menores inicialmente, vender de maneira digital, sem o contato com o público, nesse momento, pode ser uma medida, não apenas para evitar que as atividades das empresas parem, mas principalmente, a fim de conquistar um público que antes, seria impossível apenas com a loja física.  

Agora, porém, você deve estar se perguntando: mas como posso escolher entre um e outro, se até uns dias desses, eu nem sabia o que eram? 

O ponto é muito simples: na loja virtual, você precisará desenvolver seu próprio espaço, pode levar mais tempo, mas com seu próprio espaço, as regras são suas! Você pode colocar o preço, condição de pagamento, de venda e de entrega como quiser. É a mesma coisa que a sua loja física, só que no mundo digital! 

Já para quem quiser mais agilidade e menos investimento inicial, os marketplaces são a saída! Com um público mais cativo e muitas vezes fiel, os marketplaces permitem aos lojistas exibirem seus produtos de maneira mais fácil e rápida, basta cadastrar nesses canais, ter seu cadastro autorizado e cadastrar os produtos dentro da plataforma.  

Segundo Luis Pivesso, agora é a hora de se vender online, pois muitos estudos e matérias dos grandes players do E-commerce já garantem um crescimento do comercio eletrônico. Importante lembrar que é uma crise passageira, mas principalmente o Marketing vai aprender muito com isso, muitas empresas estão readequando seus orçamentos de campanhas publicitárias e aplicando esse valor no e-commerce.  

Outro motivo da readequação das verbas foram os cancelamentos de feiras e eventos presenciais, nesse momento que alguns projetos, como desenvolvimento de app para venda voltam a serem discutidos para impulsionar os e-commerces. 

A opção por uma ou outra vai muito de acordo com a estratégia da empresa, mas uma coisa é fato: a partir do momento que se decide vender online, deve-se ter a consciência também que esse produto deve ser entregue e a maneira como você irá realizar a entrega, fará toda a diferença.  

 

ESTRATÉGIA LOGÍSTICA 

Hoje, a estratégia logística da empresa é uma das mais importantes para a administração como um todo, principalmente, se essa empresa é digital. A partir do momento que o cliente não tem contato com o vendedor e nem a loja física em si, ele não tem aquele contato físico, que para muitos compradores ainda é mais importante e traz muito mais confiança na hora de “bater o martelo”. 

Além disso, as fraudes que acontecem no meio digital também não são as melhores conselheiras de quem está começando a comprar online. E por isso, você terá que ter paciência e levar ao pé da letra tudo que promete ao cliente, quando o assunto é a entrega do produto.  

Na verdade, manter o que promete ao cliente, com relação a qualidade e prazo não vale apenas para quando o cliente é novo, mas principalmente, para o que já são seus clientes ou que já têm costume de comprar digitalmente.  

Tenha em mente que a logística não é apenas o envio do produto, mas desde o envio do fornecedor para o seu estoque, todo o processo de armazenagem e embalagem, envio ao cliente e retorno, caso ele queira trocar o produto ou não gostar dele.  

Todo esse processo deve ser feito com cuidado, os estoques devem estar de acordo com as especificações dos fornecedores e testes devem ser feitos, esporadicamente quando o assunto é umidade e calor.  

Entretanto, a logística fica ainda mais importante quando falamos do transporte do produto até o cliente. Hoje, praticamente 100% das entregas de produtos aos seus destinatários são feitas pela estrada, por meio de transportadoras ou o serviço de postagem brasileiro, os Correios.  

Entretanto, em meio a pandemia é importante notar que muitas delas adotaram medidas de proteção para evitar a disseminação do vírus pelas caixas e pelos próprios produtos distribuídos.  

E se a preocupação com as transportadoras são os fechamentos, por causa da pandemia, Felipe Ferrão da Go fretes é categórico:

“As pessoas não precisam se preocupar. As transportadoras uma forte consciência do seu papel para que o abastecimento de mercadorias de todo Brasil continue circulando normalmente. Tanto a parte administrativa e principalmente os caminhoneiros sabem desta responsabilidade e não devem parar em nenhum momento e nem diminuírem suas viagens”.  

A ESCOLHA DA FORMA DE ENTREGA 

Hoje, algumas empresas possuem seu próprio sistema de entrega, como por exemplo a B2W, que possui uma empresa de logística que entrega seus produtos e de seus sellers (que atuam no marketplace deles) e até mesmo, têm contrato fora do ecossistema B2W. 

Entretanto, para que não é tão grande assim, há também outras maneiras de ter um sistema de entrega que funcione e que não cause prejuízos aos negócios. E essa é a palavra a ser observada: prejuízo.  

Isso mesmo! Se você não tiver uma estratégia de frete consistente e forte, você poderá ter prejuízo na hora de enviar o produto, por isso, tenha atenção na hora de cadastrar o peso e tamanho do produto, pois daí já começa sua estratégia de entrega.  

A partir desses dados é que você deverá decidir qual o caminho deverá tomar. Para produtos tóxicos ou perigosos como óleo de motor, veneno, entre outros, as transportadoras são sempre a melhor decisão, pois os correios não transportam líquidos e nem produtos perigosos, independente do peso e do tamanho. Já para produtos pequenos e leves, o ideal é a entrega pelos Correios, que acaba saindo mais barato, principalmente, se você tem um bom contrato com eles.  

Já, quem quiser utilizar os serviços de uma transportadora para o seu negócio, eles são os melhores para produtos grandes, frágeis, pesados ou que precisam de mais segurança no transporte como celulares, televisores, videogames, entre outros. 

Ainda segundo ele, agora é a hora das empresas investirem em transporte, pois após esta crise, devemos ter um grande aumento no volume de entregas devido a uma demanda reprimida que deve surgir após a normalização da economia. 

O SISTEMA DE TRANSPORTE NA PANDEMIA 

O ANYMARKET desenvolveu uma pesquisa com empresas de transporte para entender ainda melhor como anda o cenário, tendo em vista que o problema com o COVID-19 ainda não tem previsão de término, apesar das vacinas já estarem em pleno desenvolvimento.  

Apesar de não ter parado, o setor de transportes tomou medidas para proteger quem trabalha com o negócio e quem está sempre em contato com os produtos que são enviados.  

Segundo Mário Rodrigues, CEO da Frete Rápido, o setor não deve parar, pois é um dos serviços essenciais no país. Segundo ele: “A logística é fundamental para o funcionamento de toda cadeia de suprimentos. Seja ela relacionada ao comércio online ou não. O fato é que há medidas protetivas adotadas pelas empresas de transporte, mas ainda que exista o impacto do coronavírus com relação às compras, algumas demandas são postergadas, outras, aumentam exponencialmente, como é o caso dos produtos de saúde.” 

Ele afirma ainda que os cuidados têm sido redobrados nesse período de pandemia com o afastamento de pessoas do grupo de risco e o desenvolvimento de algumas atividades em home office, as empresas têm frisado o cuidado com a higienização, além da distância segura entre as pessoas. No caso das transportadoras, há a entrega sem o contato físico, onde a assinatura ou a comprovação de entregas é feita via aplicativo. 

Luis Pivesso da Diretor da DataFrete ainda afirma que para quem quiser utilizar os sistemas dos Correios, não há motivos de preocupação, já que o sistema é o mais utilizado em todo o país e dificilmente sofrerá alguma alteração. O especialista ainda afirma que uma mudança brusca no processo é quase impossível, pela tradição da empresa e das atividades.  

Ele acredita que um ponto de atenção são as transportadoras menores, que com o aumento dos prazos de entrega sendo cada vez mais comum entre as grandes transportadoras, pode ser o momento de elas ganharem espaço com o varejo digital.  

Segundo Mário, as empresas precisam se adequar e se preparar para atender as demandas que o mercado tem fornecido. Seja para o transporte em si ou em tecnologia, os investimentos serão necessários para que haja redução de custos, como a comprovação de entregas, que reduz as fraudes, tanto para o lojista, quanto para a empresa de transporte. 

Compartilhe esse artigo: