A Black Friday de 2020 tecnicamente chegou ao fim, mas muito se engana quem pensa que as ações chegaram ao fim. Afinal de contas, agora temos as estratégias pós Black, além de toda a campanha de Natal e Planejamento Estratégico de 2021. Isso tudo porque o e-commerce não para!
Para você entender bem esse cenário, nós convidamos o Caio, Gerente de E-Commerce da CommCenter, para um bate-papo sobre as perspectivas do e-commerce agora que a maior data de venda do comércio eletrônico passou.
Estratégia é o mais importante para a Black Friday, antes e depois!
Todo mundo que está no universo do e-commerce sabe que a Black Friday não começa apenas na última semana do mês de novembro, e muito menos na última sexta-feira. Tudo deve ser planejado nos mínimos detalhes para que esta data seja realmente especial ao lojista e todos os envolvidos no projeto, tais como colaboradores, fornecedores, parceiros e clientes
Entretanto, também se engana quem acredita que a Black Friday se encerra à 00:00 do sábado! Tudo que vem a seguir ainda faz parte do planejamento da Black e deve ser pensado estrategicamente, a fim de evitar dores de cabeça e prejuízos, que podem tirar o brilho do faturamento desta data.
Sempre quis saber como outros e-commerces preparam suas estratégias pós Black, mas não tinha coragem de perguntar?
Então confira a nossa entrevista com a CommCenter!
ANYMARKET: Quais estratégias após a Black Friday são ignoradas pelas empresas, mas deveriam estar no planejamento?
Caio CommCenter: Depois da Black, é importante realizar uma análise da operação. Em momentos de alta de vendas alguns gargalos aparecem, sejam sistêmicos, operacionais ou até mesmo a capacitação de mão-de-obra que devem ser priorizados como metas para o futuro.
Comercialmente é importante tentar rentabilizar e não se iludir com os preços que foram praticados na Black Friday. Esses preços dificilmente são replicáveis ao longo prazo e podem colocar a perder toda a lucratividade da empresa. Não é hora de vender por vender a qualquer preço, a rentabilidade é muito importante para fechar bem o ano.
ANYMARKET: Quais são as medidas mais eficientes para lidar com a demanda que ocorre no dia do evento sem perder reputação?
Caio CommCenter: O mais importante é a preparação, e esta vem da análise e estratégias baseadas no ano anterior e em outros momentos de alto fluxo de vendas.
No geral, não recomendo nenhum tipo atuação com estoque virtual, mesmo para empresas que trabalham bem essa modalidade, o ideal é focar naquilo que tem em estoque, reduzindo assim os riscos.
Outro ponto importante são os sistemas. Testar suas integrações e ter um bom mapeamento do fluxo do pedido é essencial para entender e ter uma rápida atuação em caso de problemas durante o evento.
Por último e não menos importante, uma equipe motivada e comprometida faz total diferença.
Esses fatores, se bem trabalhados, vão gerar ações e reações rápidas a qualquer problema que possa prejudicar a reputação nos marketplaces e sites de índices de reclamação.
ANYMARKET: Quais são os motivos que levam uma loja a se destacar da outra no mercado de e-commerce?
Caio CommCenter: Dentre todos os motivos, está a saúde da operação. Não importa o quanto você fatura, se o seu número for positivo, certamente você terá um futuro bom e com isso vem as oportunidades e diferenciais.
Acompanhamos no mercado de marketplaces muitos concorrentes que surgem meses antes da Black Friday, vendem bem e no ano seguinte desaparecem no mesmo período. Esse tipo de sucesso de vendas não é sustentável a longo prazo. Por isso, entendemos que pensar no tamanho da sua empresa e medir seus investimentos é a parte mais importante.
Outro ponto que pode surgir como diferencial é ser dono da marca. Isso é muito legal, e se for atrelado a um bom trabalho de marketing, pode trazer grandes resultados futuros.
ANYMARKET: Muitas lojas pequenas estão entrando no mercado de e-commerce. Isso acaba inflando e criando preço canibalizado para certos produtos como eletroeletrônicos, pois a maioria dos empresários utilizam apenas as estratégias de frete ou preço para se destacarem dos seus concorrentes. Hoje, quais são as dicas de ouro que todo lojista, independente do seu tamanho, deve seguir para ter sucesso em seu negócio, sem precisar sacrificar financeiramente seu produto ou marca?
Caio CommCenter: Infelizmente temos apenas dois cenários possíveis: ou você trabalha com marca própria e investe em marketing ou você investe em preço. Quando atuamos em segmentos em que os concorrentes possuem o mesmo produto e marca, por melhor que seja o atendimento, o preço é o diferencial mais importante.
Já se você consegue ter o mesmo produto, porém com sua própria marca, pode gerar com o tempo e a experimentação do público, um consumidor assíduo e até mesmo torcedor dessa marca.
Mas não é o fim do mundo trabalhar por preço, no geral o começo é mais difícil, porém se dimensionar bem o negócio, você consegue economizar em pontos onde grandes empresas não conseguem mais, tais como sistemas, integrações, mão de obra entre outros, e isso se reverte diretamente no preço.
Outra boa opção, principalmente pensando em frete, é trabalhar de forma regionalizada e tentar atender com prazo reduzido boa parte do seu público.
ANYMARKET: Esta Black Friday exigiu alguma preparação diferente das outras devido ao cenário atual?
Caio CommCenter: Não, mesmo batendo recorde de vendas e mais que triplicando o ano anterior, tivemos uma Black mais tranquila que as demais devido as preparações advindas das lições da Black do ano passado.
A Black Friday só termina quando está tudo ok
Assim como o Caio descreveu, é importante que em todo o processo de planejamento da Black Friday, a empresa entenda que ela começa sim na última sexta-feira do mês de novembro (até uma semana antes para a maioria dos lojistas) e termina a 00:00 do sábado (para alguns lojistas vai até segunda-feira), entretanto, saber se todo o processo da sua loja virtual está correto e se há possibilidade de erros, e agir de maneira ativa ao invés de reativa é a melhor forma de garantir que o problema não será grande.
Um dos pontos esquecidos pela maioria dos lojistas é o período de entrega dos produtos, e principalmente a forma de envio. Pensar que seu prazo pode aumentar por conta do grande fluxo e entregas deve estar no seu planejamento. Caso você tenha se esquecido de aumentar os dias, e agora a entrega corre o risco de atrasar, fica a dica: entrar em contato com o cliente é essencial para manter a cordialidade e evitar problemas.
Outro ponto é com relação a desistência ou arrependimento dos pedidos por parte do cliente. Com o direito de devolver o produto em até sete dias úteis após o recebimento do produto, a logística reversa e a reembalagem desses produtos deve ser pensada nos mínimos detalhes para que você não corra o risco de perder a venda, além de ter prejuízo com o frete e ainda perder o produto.
Tenha em mente que a Black Friday só termina quando tudo estiver ok em sua loja. E quando ela termina, o ideal já é começar a planejar detalhadamente cada um dos seus pontos. O tempo é amigo da sua loja virtual nesse caso, e como citado por Caio durante sua entrevista, entender a peculiaridade de seu negócio e montar uma estratégia de acordo com o produto, marca e até mesmo a região em que atua, garantirá uma próxima Black mais tranquila.
E aí? Como foi sua Black?
Você já deve ter ouvido falar no Pix, o meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) que permite pagamentos instantâneos. No mundo, já existem 54 países que realizam pagamentos instantâneos (PI), e isso finalmente chegou ao Brasil! Porém, pode ser que essa novidade ainda esteja um pouco confusa até para o seu uso pessoal, imaginamos então para usar em seu e-commerce...
Meio de pagamento é coisa séria. Pode ser um grande fator de decisão na hora da compra, e também interfere nos momentos pós-compra, como por exemplo a conciliação financeira. Por isso, cada novidade deve ser muito bem estudada!
Hoje o ANY te explica melhor essa história, e qual será o impacto do Pix no e-commerce.
Pra começar, o que é o PIX?
Segundo o próprio Banco Central, o Pix é o pagamento instantâneo que transfere recursos entre contas em questão de segundos. Não tem limitações de horário ou dia (inclusive feriados), trazendo mais praticidade. Pode ser usado com conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga.
Além desses benefícios de velocidade, praticidade e segurança para o usuário, o Pix também promete um grande potencial de transformar o mercado.
Essas são algumas promessas do Pix para o mercado e a sociedade:
- alavancar a competitividade e a eficiência do mercado;
- baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes;
- incentivar a eletronização do mercado de pagamentos de varejo;
- promover a inclusão financeira; e
- preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população.
Quando vamos poder usar o Pix?
O Banco Cenral anunciou o Pix no começo de agosto de 2020, mas o início da operação completa está previsto para 16 de novembro de 2020. Uma operação parcial será liberada dia 3 de novembro de 2020, em caráter de testes.
A partir de novembro, o Pix estará liberado para transações entre pessoas, estabelecimentos e entes governamentais. Que responsa!
O que será necessário para usar o Pix?
Para usar o Pix, não é necessário que a conta seja corrente. Basta que o pagador e o recebedor tenham uma conta em banco, instituição de pagamento ou fintech (como o Nubank). Vale conta de pagamento, poupança ou corrente.
Beleza, e a tal chave pix? Como funciona?
A chave Pix é a sua identificação como cliente. Ela pode ser:
- Número de celular
- CPF
- CNPJ
Pessoas físicas podem registrar até 5 chaves por conta, enquanto pessoas jurídicas podem registrar até 20.
Quer saber o que fazer com todas essas chaves no seu negócio? Vamos falar de e-commerce.
Pix no e-commerce: o que vem por aí?
Com o Pix, o Banco Central espera alavancar o processo de eletronização do varejo no Brasil, o que torna o mercado mais competitivo.
Falando em benefícios, os pagamentos instantâneos trazem uma evolução na experiência de pagamento dos usuários. É uma alternativa aos modelos tradicionais: TED, DOC, boleto, cheque e cartões.
Além de oferecer diversos meios de pagamento, é interessante que você como seller pense em disponibilizar várias formas do cliente pagar com o Pix.
Algumas formas de utilização do Pix no checkout:
- Por meio das chaves cadastradas
- Por meio de QR Code
Um terceiro meio de utilização é pelas tecnologias por aproximação, mas isso será mais proveitoso para o varejo físico, a não ser que você atue em omnichannel.
Os benefícios para os e-commerces
O Pix no e-commerce significa uma diminuição da quantidade de intermediários na cadeia de pagamentos. Isso leva a um custo menor, e uma otimização da sua gestão do fluxo de caixa. Assim, você precisará de menos crédito, e terá mais facilidade de automatizar e conciliar os pagamentos. Tudo isso sem falar da rapidez de checkout.
Um outro benefício, ainda pouco comentado, é a diminuição dos casos de reserva de estoque. Espera-se que o consumidor escolha menos a opção de pagar por boleto, já que soa muito mais interessante ter a transação efetuada na mesma hora. Cerca de 50% dos boletos gerados não são pagos, e isso é estoque parado. Esperamos dar adeus a isso!
(Hey, os furos de estoque são uma dor nas suas vendas? Conheça funcionalidades que solucionam isso)
Lembrando que, para usar o Pix em seu e-commerce, você deverá ter uma conta em banco, instituição de pagamento ou fintech. As transações por Pix só serão possíveis se você e seu cliente possuírem contas.
Concluindo: checkout mais prático para o cliente, pós-venda tranquilo para você
Felizmente, o Pix no e-commerce significará um grande avanço para a experiência do consumidor, e também para a sua rotina como seller. Com essa ampliação do acesso da população ao consumo, você pode se preparar para um aumento considerável do público do e-commerce como um todo!
Com a chegada do Pix no e-commerce, você evitará vários problemas: estoque bloqueado pelo uso de boletos, baixa taxa de conversão entre pedido e venda, descasamento de fluxo de caixa, falta de eficiência no processo de devolução (o pix facilitará o fluxo de estorno/cancelamento) e complexidade de conciliação.
Estamos ansiosos para ver essa revolução acontecer no e-commerce e marketplaces! E você? Comente abaixo suas expectativas para o Pix no e-commerce 😊
É, a logística em marketplaces é uma jornada cheia de detalhes, e é determinante na satisfação do consumidor. O prazo de entrega, a confiança de que o produto chegará intacto, o preço do frete... tudo isso tem um enorme peso na decisão de compra.
Para o seller que está começando, surgem algumas dúvidas: quais formas de frete trabalhar? Como isso funciona? Quais os detalhes de fluxo?
Ou então, se você já tem uma operação robusta, suas dúvidas podem ser a respeito de ir na linha de uma logística terceirizada, ou talvez ter seu próprio negócio de logística...
Hoje, vamos desmistificar alguns pontos e trazer dicas importantes sobre o que acontece depois que o consumidor clica em comprar, e quais os caminhos interessantes para seguir.
O foco será para quem vende em marketplaces, mas mesmo que você ainda esteja só com seu e-commerce próprio, poderá extrair dicas preciosas. Vamos lá?
Como funciona a logística em marketplaces?
De maneira geral, os canais de marketplaces possuem o mesmo fluxo operacional no que tange a pedidos. Ou seja, todos respeitam os mesmos macro processos.
- Cotação do frete;
- Fechamento do pedido;
- Confirmação do pagamento;
- Picking; (separação do pedido dentro do centro de distribuição)
- Packing; (embalagem e emissão de nota fiscal)
- Envio; (entrega a transportadora, trânsito do produto, geração do código de rastreio)
- Entrega; (endereço do consumidor final)
A partir do momento que o produto é coletado pela transportadora, ele é classificado como "Em Trânsito" e o cliente recebe o código de rastreio. Esse é o caminho que um pedido percorre, desde a aquisição do cliente no marketplace até a finalização, quando o pedido é recebido no endereço do cliente.
Com isso, entramos na parte crucial de uma operação logística: a cotação de frete.
Veja também: mercado envios rastreio
O que acontece depois que o consumidor clica em cotar frete?
O processo de cotação de frete se inicia com o cliente simulando o frete do pedido no marketplace. Após inserido os dados do produto e CEP de destino, esses dados podem seguir 2 caminhos:
- Frete cadastrado no marketplace como frete principal - o vendedor disponibiliza uma tabela de frete no marketplace (com todas as regiões que atende, faixas de peso e faixas de CEP)
- API de frete do seller por ferramenta (hub, ERP ou Gateway de frete), uma inteligência de frete que retorna com as informações (prazo e valor)
Porém, a gente sabe que no mundo online imprevistos acontecem. Então como estar preparado?
Como se prevenir contra imprevistos na logística
Em caso de falha no retorno da API de frete ou na inexistência de contingências, o cliente não conseguirá concluir o pedido no Marketplace.
Manter uma tabela com valores padrões direto nos marketplaces garante que isso não aconteça. Se aconteceu um problema ou algo saiu do planejado, você tem a segurança de que o consumidor final vai ter a informação, uma segurança a mais de que a venda vai ser efetivada.
O ANYMARKET possibilita que você cadastre essa tabela dentro da ferramenta que funciona para todos os marketplaces que você estiver integrado. Caso ocorra uma oscilação, um fator externo ou erro de processo de informações, o ANY garante a informação para você continuar competitivo 😉
Agora que você sabe como se proteger de sustos na logística, vamos para dicas preciosas para usar o frete como estratégia de venda!
Frete como estratégia para alavancar vendas
Existem algumas formas de trabalhar valores de frete para vender mais em algumas regiões, ou valorizar alguns tipos de produtos que você tem uma maior margem de lucro.
Hoje em dia, um ponto interessante é alcançar todo o território nacional. Nisso, é legal frisar que algumas transportadoras não vão conseguir atingir todo o país, seja por limitações de região ou outras questões. Então você precisará mapear.
Por exemplo: Se você vende produtos de linha branca, que envolve produtos maiores e mais pesados, será difícil encontrar um parceiro logístico que atue em todo o território nacional. Então, você precisará de um grupo de transportadoras: uma que seja o seu forte na região sul, outra para o nordeste...
Claro, a prática é mais difícil do que a teoria. Muito cuidado: as transportadoras vão cobrar de acordo com sua volumetria de pedidos. Construa sua malha logística de forma a atender todo o Brasil e mantendo uma boa volumetria em cada uma delas para que haja melhores condições em preço.
Outro ponto de atenção é sobre manter contratos com transportadoras revisados e tabelas de frete sempre atualizadas.
Então, para atender todo o Brasil da forma mais otimizada possível: use a menor quantidade de transportadoras no dia a dia, mantenha volume de entregas por transportadora, atendendo todas as categorias. Conheça grupos de transportadoras que são fortes no tipo de produto que vende, para ser efetivo e integral.
Estratégias em Frete
Com base nos indicadores de custo e SLA de entrega, é possível pensar em estratégias logísticas para otimizar as conversões, tais como valor de frete fixo e frete grátis.
Fazer a malha de integrações logísticas auxilia na obtenção de dados para trabalhar estratégias através de tabelas e gateways atualizados. Algumas métricas e indicadores de saúde da integração são: Tempo de entrega por região e preço da cotação. As negociações estão no momento mais adequado? Estão gerando lucro?
Avalie também se o tempo de entrega está atrativo. Isso influencia no fechamento da venda.
É preciso analisar todo o cenário e fazer a simulação de cotações (opção de fazer pelo ANY) para conseguir negociar o melhor preço direto com a transportadoras e manter atrativos no mercado.
Agora, vamos ver algumas opções na hora de pensar sobre escolher suas formas de entrega.
Terceirização de operação e outras formas de entrega
- Terceirização Parcial
Ações como: Cotação, valores de frete, transportadoras, Coleta, Envio e Tracking acontece dentro do marketplace, são eles quem negociam esses valores
O lojista tem a responsabilidade de fazer o anúncio vender. Disponibiliza o anúncio para a venda, processa o pedido, emite nota fiscal, deixa pronto para a transportadora do marketplace.
Vantagem: Inteligência logística, responsabilidade de ter contrato, bons preços, bons prazos.
- Terceirização Completa
Armazenamento, Cotação, Picking, Packing, Envio e Tracking Terceirizado.
É o CD (centro de distribuição) do marketplace que cuida de todo o armazenamento. Faz o picking e packing até o produto chegar ao cliente.
- Retirada em loja
Vantagens: dar liberdade do consumidor, interação do seller com o consumidor, traz visibilidade a loja física, o cliente pode ver outros produtos, fornece mais agilidade
Dica de ouro: tenha ferramentas que apoiem sua logística
Agora que você entendeu mais a fundo como funciona a logística em marketplaces, quais estratégias você pode usar para ter o frete ao seu favor, e quais os fatores para escolher suas formas de entrega, vamos para um ponto que pode trazer dinamismo para sua estratégia logística.
Existem no mercado ferramentas excelentes de logística, como é o caso da Intelipost. Com elas, você consegue acompanhar indicadores, pedir reembolso dos Correios, fazer toda a sua gestão de despacho, entre outras tantas funções.
O que você talvez não saiba é que um hub com funcionalidades de frete e logística é indispensável para a sua operação.
Conheça as funcionalidades de frete do ANYMARKET para ter uma melhor logística em marketplaces
Integração de Múltiplos Centros de Distribuição
Se você trabalha com múltiplos Centros de Distribuição, sabe que existem vantagens na hora de escolher de qual centro o produto vai sair.
O ANYMARKET permite o cadastro de todos os seus Centros de Distribuição e os respectivos SKUs! Crie regras para seus produtos saírem do CD que vale a pena conforme sua estratégia.
Mapa de calor para Frete e Vendas
Quanto você deixa de vender por causa do frete? Em quais regiões? Como você pode melhorar isso?
Seu frete pode ser o mocinho ou o vilão de suas vendas e você é o responsável por decidir esse papel.
Identifique rapidamente onde estão os gargalos e pontos fortes de sua logística, seja mais estratégico com seu parceiros e potencialize ainda mais suas vendas nos marketplaces.
Pensando em estratégias você pode usar o próprio mapa para negociar novas condições com seus parceiros logísticos.
Flexibilidade na criação das regras de frete
O mapa de calor é só um exemplo do que você pode fazer em relação à estratégias de frete e logística.
O frete precisa ser apoio de suas vendas e não motivo de perdê-las. Pensando nisso, no ANYMARKET você consegue ter mais flexibilidade ao criar regras de frete por marketplace, flexibilizar valores e exceções por produto, categoria, faixa de CEP, transportadora ou outros.
Monitoramento da logística em marketplaces
Não espere seu prazo de entrega acabar para pensar na sua reputação e no SAC!
Queremos que você e seu negócio estejam sempre à frente dos problemas e evite que eles ocorram. Por esse motivo com o ANYMARKET você pode acompanhar o status de todos os pedidos, verificar entregas a vencer ou vencidas e se antecipar.
Tempo de resposta das consultas de CEP
Sabia que seus anúncios e sua reputação podem ser prejudicadas quando numa simulação de frete o resposta não ocorre em milissegundos?
O ANYMARKET é a plataforma mais rápida do mercado e você não perde vendas por consulta de frete.
Curtiu as funcionalidades? Converse com nossos especialistas e tenha todas elas disponíveis para suas vendas em marketplaces!
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Uma virada de chave, o “novo normal”, transformação digital, pode chamar como quiser, mas o ano de 2020, será um marco histórico para o E-commerce brasileiro, e esse artigo é justamente sobre esse grande marco na história do digital no Brasil e toda a trajetória para chegarmos onde chegamos hoje, ainda dinâmico e acelerado, também vale lembrar as expectativas a partir deste marco.
Uma breve retrospectiva do e-commerce no Brasil:
Em 2005 segundo dados do Ebit, o E-commerce transacionava cerca de R$ 1 bilhão/ano, e desde 2001, já tinha um crescimento considerável, porém, dentro da normalidade, já que ano a ano, até então em 2005, o crescimento era em torno de 0,2 a 0,3 bilhões ao ano.
Nos 5 anos seguintes entre 2005 e 2010, o E-commerce já estava em um ritmo mais acelerado de crescimento. Registrou em 2010 R$ 6,7 Bilhões, com crescimento em percentual, comparado ao ano anterior (2009) por exemplo, de aproximadamente 40%.
De 2010 a 2015, o faturamento do comércio eletrônico triplicava indo para R$ +18 Bilhões e desde então vem crescendo até o ano de 2019.
Só a nível de comparação, de 2018 a 2019 o crescimento registrado em percentual foi de 12%, sendo o mesmo de 2019 para o ano atual de 2020, também com crescimento de 12%.
E então chegamos em 2020!
Muito provavelmente teríamos mais um ano de crescimento no e-commerce, e vínhamos notando uma aceleração de alguns fatores mais específicos, por exemplo o M-commerce, as compras via dispositivos móveis já havia ultrapassado os 50% das compras online, também estávamos falando muito sobre o Omnichannel, onde as empresas estavam transformando suas operações físicas em multicanais.
Além disso, as grandes indústrias, também já se movimentavam, mesmo que lentamente, para atender o consumidor final, e aderirem ao modelo D2C (Direct-to-consumer).
Esses eram alguns movimentos que já estavam acontecendo, mas de certa forma, sem uma grande expressividade, O M-Commerce cada vez mais popular com a facilidade de compras por smartphones e outros dispositivos móveis, o Omnichannel ainda saindo do papel para a realidade e o D2C que ainda gerava desconfianças e um certo preconceito pela competição com os varejistas que ainda havia de ser encarada.
Pois bem, até aqui vimos que o E-commerce estava em crescimento e que algumas iniciativas pontuais estavam ajudando nesse processo, que estava acontecendo naturalmente dentro das projeções e expectativas do setor.
O que não estava nas projeções e também entre os fatores que estavam influenciando a digitalização, foi a pandemia do coronavírus (COVID-19). Esse fator veio como um balde de água fria, inicialmente, que entre os meses de Fevereiro e Março de 2020, derrubou as ações do varejo, fechou grandes empresas do comércio físico, impactando diretamente na economia brasileira e assustando também as empresas do E-commerce, que, naquele momento não saberiam prever se seria bom ou ruim mas só se sabia que, a partir de então, a rotina não seria mais a mesma e todas aquelas projeção que vinham sendo trazidas desde 2001, poderiam não fazer mais sentido, já que, o esperado para 2020, seria grandemente impactado, seja positivamente ou negativamente.
Inicialmente um caos!
A mídia só trazia notícias negativas e talvez não daria para ser diferente, porém, aquele movimento trouxe pânico e muitas incertezas aos empresários, empreendedores e trabalhadores.
Com o fechamento do comércio físico e o isolamento social, deixando a maior parte da população dentro de casa, o digital ganhou o foco central e não diferente, o E-commerce brasileiro passou a ser visto como a “salvação” das grandes varejistas e de certa forma a “válvula de escape” para as PMEs.
Era o momento em que o E-commerce deixava de ser uma opção de vendas, para ser necessidade de sobrevivência das empresas!
Começa a história do novo e-commerce brasileiro
A partir de Abril de 2020, a história sobre o novo E-commerce brasileiro começa a ser reescrita, agora no centro das atenções e com um crescimento fora do comum.
Foi então, quando começaram a se questionar quem havia feito a transformação digital das empresas, se eram de fato os grandes nomes por trás das grandes organizações ou se seria a pandemia. Os dois!
A pandemia acelerou todos os processos de digitalização das empresas, sejam elas apenas do mundo físico, onde passaram a trabalhar de forma remota, online, via aplicativos e com ajuda das redes sociais, onde todos estavam conectados naquele momento, então as empresas que ainda não estavam conectadas, se viram sem opções e logo tomaram decisões importante a fim de estarem presentem também no Digital.
O e-commerce explodiu!
Não posso generalizar, afinal, nem todas as categorias ou empresas inseridas no E-commerce tiveram êxito, mas pude acompanhar o crescimento de +1.500 empresas que tinham alguma presença digital, principalmente as inseridas nos canais de marketplace.
Com o fechamento do segundo trimestre de 2020, o Ebit que sempre teve uma influência e participação muito grande nos resultados do E-commerce brasileiro, não demorou para trazer os números. E confirmando o que já estava sendo esperado, trouxe o resultado exponencial das operações digitais, com um faturamento de R$ +38 Bilhões no E-commerce brasileiro, apenas dentro dos seis primeiros meses do ano. Um crescimento, se comparado aos seis primeiros meses também de 2019, em percentual de aproximadamente 47%.
O crescimento não deve parar por aí, e com certeza veremos isso nos próximos fechamentos do Ebit sobre o segundo semestre de 2020!
Sem criar grandes expectativas, o movimento do mercado, nos traz com segurança que, com esse novo E-commerce brasileiro, temos agora +7 milhões de novos e-consumidores (consumidor digital), que estarão aptos a comprarem pela segunda vez ou mais vezes nos próximos meses, e que, teremos um novo público conectado aguardando datas como a Black Friday e Natal, por exemplo.
Ou seja, oportunidades não vão faltar para as empresas que tomaram a decisão de se digitalizar, seja antes ou durante esse grande marco do E-commerce no Brasil.
Não podemos prever o futuro com certeza, mas sem dúvidas, 2020 foi um ano de transformação real no mindset de muitos CEO’s, diretores e gestores de organizações que antes, não priorizavam o comércio eletrônico, ou não tinham uma visão mais aberta sobre os consumidores digitais.
Além das inúmeras evoluções em tecnologia, logística, atendimento, experiência do cliente e outras frentes que se somam a esse grande resultado que tivemos durante e agora, com o pós-pandemia.
Estejam preparados para o novo E-commerce brasileiro, uma nova realidade, totalmente digitalizada, com um publico mais dinâmico, exigente e pronto para consumir sem preconceitos e medos. Onde empresas estarão cada vez mais presentes no digital, próximas do consumidor e atentas as mudanças que esse mercado proporciona, frente as inúmeras oportunidades que surgem no dia a dia das operações online.
Sobre o autor
Leandro Ratz é responsável pelo sucesso dos clientes no ANYMARKET. maior Hub de integração com marketplaces da América Latina.
Multi CDs significa múltiplos centros de distribuição, ou seja, o lojista possui vários centros de distribuição de seus produtos por todo o Brasil, em que se não for tratado, afeta diretamente no custo do frete. Por exemplo: se tenho um produto que pode sair de SP, mas também pode sair de BA; no momento em que eu realizar uma cotação de frete onde o comprador é do nordeste, faz mais sentido em termos de lucratividade e custo, o lojista enviar o produto dele da BA e não de SP.
No ANYMARKET utilizamos o nome 'Local de Estoque' para se referir a Centros de Distribuição (CD).
Sendo assim, é possível cadastrar vários locais de estoque no ANYMARKET, fazendo com que também seja possível que um produto/sku esteja em mais de um local de estoque.
Cadastro de Local de Estoque
Para cadastrar um local de estoque, basta ir em Estoque > Local de Estoque e clicar no botão 'Novo'.


É necessário informar:
- Nome - nome do local de estoque
- CEP - o CEP do local de estoque que está sendo cadastrado; necessário se o marketplace realiza a consulta de frete no ANYMARKET
- Local Padrão - sinaliza se deseja que o local de estoque seja o padrão; novos produtos serão cadastrados no local de estoque padrão; mesmo assim, ainda é possível que este produto cadastrado no estoque padrão também seja cadastrado em outro local de estoque.
- Estoque Virtual - sinaliza se o local de estoque em questão é ou não virtual; o estoque virtual só começa a ser contado e encaminhado para os marketplaces se o estoque físico estiver zerado.
Tendo mais de um local de estoque cadastrado no sistema, torna possível que um sku esteja em mais de um local de estoque.
Para realizar a adição de um estoque de um produto já cadastrado em outro estoque, basta acessar Estoque > Listagem de Estoque e clicar no botão 'Novo'.
Cadastro de Estoque

- Ativo - indica se o estoque está ou não ativo; se o estoque não está ativo, então ele não é considerado para ser enviado para os marketplaces ou na importação do pedido;
- Local - indica qual local de estoque aquele sku será cadastrado;
- SKU - indica qual sku que será cadastrado; é necessário que o sku já esteja cadastrado no sistema;
- Custo - custo do sku;
- Quantidade em Estoque - unidades de estoque para o sku naquele local de estoque em questão;
- Prazo adicional em dias (crossdocking) - tempo de crossdocking do sku em questão no local de estoque selecionado; tempo que leva pra mercadoria estar pronta para ser despachada;
- Quantidade em Pedido - quantidade do sku que está reservada e alocada por pedidos importados no status de Pendente ou Pago;
- Quantidade Disponível - quantidade do sku que está disponível e sendo encaminhada para os marketplaces.
Com a possibilidade dos produtos saírem de locais de estoque diferentes, existem alguns pontos que precisam ser respondidos com o cenário de multi cds:
- Qual informação de estoque será encaminhada para os marketplaces se tenho o mesmo sku em vários locais de estoque, cada um com sua quantidade de estoque?
- Qual informação de crossdocking será encaminhada para os marketplaces se tenho o mesmo sku em vários locais de estoque, cada um com sua informação de crossdocking?
- Quando um pedido de um sku que está em mais de um local de estoque, de qual local de estoque ele será decrementado?
- Quando acontecer uma cotação de frete, de qual local de estoque que será cotado?
Respostas:
- Qual informação de estoque será encaminhada para osmarketplacesse tenho o mesmo sku em vários locais de estoque, cada um com sua quantidade de estoque?
R: Existe um parâmetro em Configurações > Parâmetro para indicar se o lojista deseja encaminhar a somatória das quantidades ou a menor quantidade ou a maior quantidade entre os locais de estoque.
Obs.: Esse parâmetro é ignorado em caso de o lojista estiver utilizando regra de logística ativa com condição de Prioridade no sistema. Nesse caso, a quantidade de estoque encaminhada para os marketplaces será do local de estoque que estiver priorizado no momento, ou seja, ativo e não zerado conforme ordem definida na regra.
- Qual informação decrossdockingserá encaminhada para os marketplaces se tenho o mesmo sku em vários locais de estoque, cada um com sua informação de crossdocking?
R: É encaminhado o maior crossdocking entre os locais de estoque ativos do sku em questão.
Obs.: Em caso de o lojista utilizar regra de logística ativa com condição de Prioridade no sistema, o crossdocking encaminhado será pro local de estoque que estiver priorizado no momento, ou seja, ativo e não zerado conforme ordem definida na regra.
- Quando um pedido de umskuque está em mais de um local de estoque, de qual local de estoque ele será decrementado?
R: Do estoque que possuir maior pontuação no sistema. Existe uma estrutura de pontuação para tomar essa decisão e regras de logística onde é possível priorizar um local de estoque conforme determinadas condições.
Pontuação:
- Estoques zerados recebem pontuação zero;
- Estoques ativos e com quantidade recebem pontuação um;
- Estoques ativos e com quantidade e em regras de logística recebem pontuação três.
- Quando acontecer uma cotação de frete, de qual local de estoque que será cotado?
R: Novamente, do estoque que possuir maior pontuação no sistema. Existe uma estrutura de pontuação para tomar essa decisão e regras de logística onde é possível priorizar um local de estoque conforme determinadas condições.
Com a estrutura de regras de logística, é possível influenciar na prioridade dos locais de estoque disponíveis.
Regras de Logística
Existe dois tipos de regra de logística disponível no sistema para cadastro hoje:
- Por Estado - onde é possível sinalizar que conforme o pedido for pra ser entregue em determinado Estado, então ele deve ser decrementado e realizado cotação de frete de um determinado local de estoque;
- Por Prioridade - onde é possível sinalizar uma lista ordenada dos locais de estoque cadastrados no sistema a fim de indicar que o sistema deve seguir a lista ordenada conforme cada local de estoque vai ficando zerado.
Para cadastrar uma regra de logística, basta acessar Estoque > Regras de Logística e clicar em 'Novo'.

Com a condição de 'Prioridade', é necessário definir a ordem dos locais de estoque:

Com a condição de 'Estado', é necessário indicar de quais Estados um determinado local de estoque atende com prioridade:


Obs.: Ainda é possível realizar filtros de skus, categorias e marcas, caso deseje.

Pontos de Atenção:
- Não é possível existir duas regras de logísticas ativas ao mesmo tempo e que sejam de condições diferentes, ou seja, não é possível ter uma regra de logística ativa de Estado e uma regra de logística ativa de Prioridade ao mesmo tempo, pois elas são conflitantes;
- Não é possível existir duas regras de logísticas ativas ao mesmo tempo e da mesma condição, porém, uma com filtros e outra sem filtros, pois seria necessário a escolha de somente uma regra pra ser levada em consideração;
- Caso haja mais de uma regra de logística com a condição de Estoque e com o mesmo Estado em mais de uma regra, a regra de logística ativa com data de cadastro mais antiga terá prioridade.
Com as regras de logística cadastradas e ativas no sistema, precisamos entender a regra de pontuação.
Pontuação
Regra de pontuação para cotação e decremento de estoque para Multi CD's:
- Os estoques que possuem o sku que está sendo cotado frete ou que está no pedido importado, estão ativos? Se não, não estão aptos e recebem pontuação 0;
- Se sim, verificamos: esses estoques que estão ativos estão com quantidade de estoque? Se não, não estão aptos e recebem pontuação 0;
- Se sim, então recebe pontuação 1;
- Existe regra de logística cadastrada e ativa para tais estoques? Se não, então continua a pontuação anterior;
- Se sim, existe mais de uma regra com o mesmo Estado (condição de Estado)? Se sim, então considera a regra mais antiga cadastrada para a pontuação;
- Se não, se existe somente uma regra cadastrada e ativa, então adiciona 3 pontos nos estoques que possuem regra de logística para aumentar suas pontuações;
- Realiza-se a soma das pontuações
- Realiza-se a ordenação dos estoques conforme suas pontuações
- Existem empate de pontuação? Se não, ok
- Se sim, desempata pela quantidade de estoque maior disponível
- Ainda existe empate na quantidade maior de estoque disponível? Se não, ok
- Se sim, então desempatamos pela data de movimentação de estoque mais antiga.
Exemplo prático de cenário:
| LOCAIS DE ESTOQUE ATIVOS | SKUS | CUSTO | QUANTIDADE DE ESTOQUE | CROSSDOCKING | REGRA DE LOGÍSTICA - ESTADO |
| PR | X | 120,00 | 4 | 10 | PR / RJ |
| PR | Y | 77,00 | 10 | 10 | PR / RJ |
| PR | Z | 170,00 | 3 | 12 | PR / RJ |
| SC | X | 135,00 | 5 | 5 | ES / SC |
| SC | Y | 70,00 | 7 | 7 | ES / SC |
Na tabela acima temos as seguintes informações:
- Dois locais de estoque: PR e SC
- Três skus cadastrados e distribuídos nos locais de estoque: X, Y, Z
- Custo dos skus em cada estoque
- Quantidade de estoque em cada estoque
- Crossdocking em cada estoque
- Regra de logística ativa e cadastrada no sistema com a condição de Estado indicando quais Estados estão sendo direcionados para quais locais de estoque
Considerando que o parâmetro de qual estratégia de quantidade de estoque encaminhar para o marketplace estiver com o valor de 'Encaminhar a somatória das quantidades', então temos:
Para o sku X:
- Estoque - 9 unidades disponíveis para os marketplaces (visto que possui 4 unidades no local de estoque PR e 5 unidades no local de estoque SC e está configurado em Parâmetros para o sistema encaminhar a somatória);
- Custo - Custo de R$135,00 será levado em consideração (visto que é o maior custo entre os locais de estoque);
- Crossdocking - Crossdocking de 10 dias será encaminhado para os marketplaces (visto que é o maior crossdocking entre os locais de estoque).
Para o sku Y:
- Estoque - 17 unidades disponíveis para os marketplaces (visto que possui 4 unidades no local de estoque PR e 5 unidades no local de estoque SC e está configurado em Parâmetros para o sistema encaminhar a somatória);
- Custo - Custo de R$77,00 será levado em consideração (visto que é o maior custo entre os locais de estoque);
- Crossdocking - Crossdocking de 10 dias será encaminhado para os marketplaces (visto que é o maior crossdocking entre os locais de estoque).
Supondo que um pedido para entregar no Paraná seja importado para o ANYMARKET com as seguintes informações:
| SKUS | QUANTIDADE |
| X | 2 |
| Y | 3 |
Na tabela acima temos as seguintes informações:
- No pedido foram vendidas 2 quantidades do sku X
- No pedido foram vendidas 3 quantidades do sku Y
- O pedido é para entregar no Estado do Paraná
Dessa forma, vamos verificar qual vai ser a logística de acordo com as priorizações configuradas.
Para o sku X:
- É possível decrementar de dois locais de estoque, PR e SC;
- Ambos os estoques, PR e SC, estão com quantidade e ativos? Sim, portanto, pontuação 1 para cada um;
- Existe alguma regra de logística cadastrada e ativa que tem a condição de PR e direciona para algum dos dois estoques possíveis de decrementar o sku X? Sim, local de estoque PR recebe mais 3 pontos
- Dessa forma, para o sku X temos que o estoque do PR está com 4 pontos ao todo e o estoque de SC está com 1 ponto, portanto, o decremento será iniciado pelo estoque do PR para o sku X e, se necessário, será decrementado o restante do sku X do estoque de SC
Para o sku Y:
- É possível decrementar de dois locais de estoque, PR e SC;
- Ambos os estoques, PR e SC, estão com quantidade e ativos? Sim, portanto, pontuação 1 para cada um;
- Existe alguma regra de logística cadastrada e ativa que tem a condição de PR e direciona para algum dos dois estoques possíveis de decrementar o sku X? Sim, local de estoque PR recebe mais 3 pontos
- Dessa forma, para o sku X temos que o estoque do PR está com 4 pontos ao todo e o estoque de SC está com 1 ponto, portanto, o decremento será iniciado pelo estoque do PR para o sku Y e, se necessário, será decrementado o restante do sku X do estoque de SC
A última sexta-feira de novembro é conhecida mundialmente por sellers e lojistas virtuais, tendo em mente que é uma das datas mais assertivas para realizar vendas. Por isso, contar com um ebook para a Black Friday 2021, que contemple o pré, o durante e o pós da operação é um grande diferencial de mercado. (mais…)
Um aumento de 12%. Esse número poderia ser sobre qualquer outro assunto, mas ele é exatamente o aumento de novos consumidores que realizam sua primeira compra no e-commerce, desde o começo da pandemia.
Com as lojas físicas fechadas e as pessoas precisando manter o distanciamento social a todo custo, as compras nas lojas virtuais e marketplaces subiram consideravelmente, e alguns segmentos viram crescimento com mais de 100%. É como no caso dos brinquedos, por exemplo, que registrou uma alta de 434% segundo a ABComm e a E-Commerce Brasil, logo no começo da pandemia.
Porém, engana-se quem acredita que o crescimento do e-commerce aconteceu apenas por causa da pandemia. Antes mesmo dela, em 2018, o e-commerce cresceu 12% e faturou R$ 53,2 bilhões segundo a Ebit/Nielsen. Já em 2019, o crescimento foi de 22,7%, faturando R$ 75,1 bilhões, em relação a 2018, segundo o relatório NeoTrust 2ª edição.
Com o alto e acelerado crescimento, o e-commerce passa a ser não apenas uma opção para a época de pandemia, mas principalmente para as empresas que querem crescer expandindo seus negócios para outras regiões, onde seu negócio físico não consegue chegar e o marketplace tem papel fundamental nesse crescimento.
ADESÃO AOS MARKETPLACES
Para se ter ideia de como os marketplaces estão crescendo no Brasil, somente no primeiro semestre de 2019, eles cresceram 13%, o e-commerce, de modo geral cresceu 12%. Já o faturamento, por sua vez, foi de R$ 17, 6 bilhões, enquanto o e-commerce faturou R$ 26, 4 bilhões, segundo a E-Commerce Brasil.
Ainda segundo a E-Commerce, 95% das pessoas que compram online, compram com frequência em markertplaces, o que mostra a força desses canais de venda.
E aqui no ANYMARKET, um dos marketplaces que mais vendem é a Via Varejo, detentora das marcas Ponto Frio e Casas Bahia. E se essas duas empresas têm grande representatividade no comércio físico em todo território nacional, imagina a representatividade dela no mercado online, onde além da possibilidade de vendas para qualquer região, ela conta com um serviço exclusivo de entrega do produto no ponto físico no dia seguinte.
E traçando uma estratégia de venda matadora e sendo uma das lojas que mais vendem na Via Varejo, hoje trazemos um case de sucesso do ANYMARKET + Via Varejo: a Mania Virtual.
O CASE MANIA VIRTUAL
A empresa iniciou suas atividades ainda em 2005, quando decidiram levar para o mundo do e-commerce uma loja de confiabilidade e credibilidade de eletrônicos. Uma das políticas mais importantes da empresa é a preocupação em dar um bom atendimento ao cliente, ter uma boa nota na plataforma e manter a rentabilidade sem cair a qualidade dos produtos.
Entretanto, com o decorrer dos anos, a Mania Virtual foi acrescentando em seu portfólio com produtos de informática, beleza e saúde. E hoje, eles atingiram mais de cinco mil produtos em seu site e mais de dois milhões de clientes de todas as regiões do Brasil.
Pensando em como expandir os negócios e se desenvolver ainda mais no mundo digital, a empresa passou a planejar a estratégia de expansão com os marketplaces, sem deixar a loja virtual de lado.
Assim como muitos lojistas, a Mania Virtual também se preocupou em traçar uma estratégia onde o marketplace acabava sendo um canal de vendas a mais para a empresa e não mais um concorrente, que poderia roubar suas vendas.
E se por ser uma loja maior, as pessoas acreditam que ela não teve problemas iniciais com a estratégia de expansão, enganam-se, pois mesmo zelando pelo atendimento excelente, a empresa afirma que atender o cliente com bom preço, diante da concorrência acirrada que só cresce dia pós dia é uma das maiores dificuldade até hoje, imagina quando tinham que controlar vários canais ao mesmo tempo!
Segundo a empresa, a decisão de ir para os marketplaces, além da expansão dos negócios, era dar maior visibilidade à marca, um maior apoio na época da crise dos caminhoneiros (que foi quando a empresa decidiu colocar essa proposta em ação) e uma melhor negociações de comissões para produtos específicos, exposições e visibilidade no site.
A Via Varejo surgiu apenas depois da entrada nos marketplaces e esse foi um dos principais desafios. A empresa afirma que por estar mais acostumada com as ferramentas dos concorrentes, como o Mercado Livre, por exemplo, inicialmente, ela teve dificuldades iniciais, mas que foram sanadas com um estudo mais profundo do canal.
O Gerente de Marketplace da Mania Virtual afirma que entrar na Via Varejo não era algo aleatório e sem conhecimento, muito pelo contrário, a Via Varejo sempre apareceu no topo dos cinco melhores marketplaces para lojas virtuais venderem e que isso foi o fator decisivo para a persistência no canal, mesmo frente ás dificuldades iniciais.
E segundo a empresa, essa foi a decisão mais acertada que eles tomaram, depois que entraram para o mundo digital. Hoje a Via Varejo é o canal mais rentável da empresa e mesmo em meio a pandemia, continua com o título de maior canal de vendas da Mania Virtual.
E quando falamos do futuro, a Mania Virtual consegue ver apenas boas coisas. Segundo a empresa, o crescimento é certo, pois a tendência é que cada vez mais o cliente procure facilitar sua vida com procedimentos rápidos e a compra pela internet nada mais é do que pesquisar e ter garantia do menor preço de forma rápida, eficaz e pratica.
A além da categoria de eletroeletrônico e beleza, a Via Varejo tem muitos outros canais de venda. Por isso, com certeza sua empresa poderá estar aqui, sendo um case junto com esses grandes sellers! E para se tornar um vendedor é bem simples! Basta clicar aqui, preencher um formulário e aguardar seu cadastro ser aprovado.
Depois disso, você poderá usar sua plataforma do ANYMARKET para cadastrar seus produtos e vender com uma estratégia bem montada e focada em seu negócio, assim como a Mania Virtual faz! Venha ser um case Via Varejo no ANYMARKET!
Uma coisa é certa: ninguém nessa vida cresce sozinho! E essa regra pode ser aplicada tanto às pessoas Físicas como as Jurídicas. Isso mesmo, as empresas também não crescem sozinhas e isso é um fato! Lutar uma batalha por dia, matar um leão por dia são as frases mais usadas para expressar a luta diária de empresas que se esforçam para crescer e serem reconhecidas em um cenário onde a concorrência está cada vez mais acirrada.
Mas e seu eu te dissesse que tem uma maneira, não menos árdua, porém mais próxima e menos dolorida de crescer no mercado? E ainda oferecer todas as soluções possíveis para seus clientes, se tornando referência no mercado?
Isso é possível e já está presente em muitas empresas. O nome dessa fórmula (que parece mágica, mas é puro trabalho) chama-se Canal de Parcerias e eu vou te explicar um pouco mais como ele pode te ajudar.
UM CANAL DE PARCERIAS DE VERDADE
Tem muitas empresas que trabalham com um setor de parcerias e que é até bem estruturado, mas que acaba deixando o parceiro de lado.
Você ter um canal de parcerias onde o seu principal foco é qualquer outro, menos ter uma aproximação de seus parceiros e um ganho de todo o ecossistema, é a mesma coisa que você ter um setor de vendas e pensar em qualquer coisa, menos em vender e com isso, satisfazer seu cliente.
Quando falamos de um canal de parcerias empresarial, esse canal tem que ser pensado em não apenas ter parceiros que te indiquem, mas também, que você indique a eles. É um clássico ganha-ganha, que permite às empresas crescerem juntas, se estruturando e ganhando mercado com seus esforços, em conjunto.
Você também pode usar um canal de parcerias para oferecer serviços que você não tem em sua empresa, mas que podem ser interessantes ao seu cliente.
PENSANDO EM TODO O ECOSSISTEMA
Um ótimo exemplo, pode ser o nosso próprio hub de integrações aqui, o ANYMARKET. Hoje, não temos serviços de frete e nem pretendemos ter, pois nosso foco é em marketplaces, porém, nossos clientes querem e precisam desse serviço para enviarem seus produtos ao consumidor final, depois que vende em um dos nossos canais de venda.
Ao invés de fazer o cliente ter que fazer pesquisas, procurar quem pode ajudá-los lá fora e correr o risco ainda de encontrarem uma empresa que não é confiável, porque não indicar um parceiro, em quem confiamos e que sabemos que poderá atender bem o nosso cliente, com a mesma rapidez e qualidade que fazemos?
Outro exemplo é um ERP. Uma empresa precisa ter seu controle fiscal, e isso o ANYMARKET não faz e nem pretende fazer, porque mais uma vez, esse não é o nosso foco! Por que então, não termos parcerias com ERPs que consigam fazer esse controle fiscal e de estoque, por exemplo, e oferecer um parceiro que tenha o mesmo atendimento que o nosso?
Tudo isso pode fazer parte de uma estrutura muito grande para o seu negócio e contar com parceiros que estão ali, com você, de verdade e que dão atenção a você e aos seus parceiros, é uma estratégia de crescimento sustentável que pode ajudar e muito o seu reconhecimento de mercado em menos tempo, com menos custos do que se você contratasse uma empresa de publicidade, por exemplo.
CRIANDO UM OBJETIVO
Um fator determinante na hora de criar um canal de parcerias para a sua empresa é: qual o objetivo que você quer com esse canal?
Claro que a indicação de leads de ambas as partes é o que ajuda o canal a ser sustentável e até mesmo rentável para todas as empresas envolvidas, afinal de contas, ninguém vive sem clientes, que são os responsáveis pelo faturamento, mas tenha em mente algo a mais que isso. Entenda o que realmente você precisa e quer com esse canal de parcerias e quais os objetivos que ele vai te ajudar a alcançar.
Por exemplo: quero ficar reconhecido no mercado como o melhor hub de integrações de marketplace da América Latina. Então irei preparar todos os pontos, dentro de casa e depois, oferecer essa condição aos meus parceiros, principalmente, entregando esse meu objetivo, para que após meus parceiros comparem a minha ideia, possa passar para seus clientes e assim, as indicações vão fazendo outras indicações e crescendo toda a rede de reconhecimento.
Outro exemplo é caso você queira oferecer um ecossistema mais amplo e mais seguro para seus clientes. Daí, vale a pena você escolher parceiros que compartilhem da mesma ideia de atendimento que você e até mesmo, fechar um contrato de exclusividade, onde vocês se indicam entre vocês e não abre a concorrência para outras empresas, tendo a certeza da troca de leads e ainda a indicação de serviços que valem a pena.
O CANAL DE PARCERIAS NÃO PRECISA SER DE PARCEIROS ÚNICOS
Outro fator que toda empresa precisa entender é que, apesar das empresas fecharem parcerias com outras empresas, que podem concorrer entre si, por exemplo: mais de uma empresa de transporte, mais de uma plataforma de e-commerce e assim por diante, é extremamente importante se manter a ética entre essas empresas do ecossistema de parcerias.
É inadmissível que você troque informações confidenciais de empresas concorrentes e até mesmo as que não concorrem diretamente entre si. Tudo que você souber de uma empresa deve ser guardado apenas para si e no primeiro questionamento de outras empresas, você deve mostrar que não se sente confortável ao passar informações de outras empresas.
Por ser um canal comercial, mas ainda assim, mais amigável que o vendas em si, o canal de parcerias costuma ter uma camaradagem que pode ser confundida com uma grande amizade por isso, a troca de informações entre parceiros é comum. Grandes amizades, inclusive, podem surgir dos envolvidos no canal de parcerias, entretanto, você deve ponderar se você gostaria que determinada informação de sua empresa fosse revelada para o concorrente, antes de contar uma informação para outra empresa.
O ideal é montar um contrato com cláusulas de confidencialidade entre as empresas e garantir que as informações importantes sejam mantidas em sigilo, com probabilidade de multa. Mesmo se escolhendo os parceiros certos, às vezes algo pode escapar e você deve se proteger e proteger as empresas que estão acreditando em sua parceria.
Um canal de parcerias é uma grande vantagem competitiva para as empresas que os utilizam com todos os recursos necessários e pode fazer a sua empresa grande no mercado em bem menos tempo do que se você tentasse fazer tudo sozinho. Vamos ser parceiros?
Os números do novo Coronavírus, também conhecido como Covid-19 estão claros: além de não conseguirmos achatar a curva de contaminação, os números continuam crescendo. Se há algumas semanas comemoramos a abertura do comércio físico, hoje, voltamos com o fantasma dos serviços não essenciais (aqueles serviços que não são necessários e nem básicos à existência humana) serem fechados sem período para reabertura.
Atualmente, no Brasil, em torno de 88% das cidades brasileiras já têm algum caso de Covid-19 registrado e as capitais dos estados já têm números altamente significantes.
Acredita-se que assim como aconteceu inicialmente, as empresas tendem a fechar suas portas e aderir a um novo isolamento social, isso se algumas cidades não tiverem que adotar a medida de lockdown (que é quando as cidades fecham 100% os seus serviços, mantendo apenas hospitais, farmácias e supermercados abertos e com regra rígida de circulação de pessoas por vias públicas) nos próximos dias, como forma de evitar um aumento ainda mais trágico dos casos.
Prestes a viver esse fantasma de fechar as portas novamente, muitos segmentos já se prepararam para atuar não mais apenas por telefone ou aplicativos de mensagens instantâneas como o WhatsApp, mas também, de modo online.
As preocupações são várias: onde vender, como vender, para quem vender, como anunciar, como tirar foto, como mostrar o uso, como continuar com aquele face a face que faz tão bem na hora da venda, as entregas. Mas as empresas, se quiserem ver suas vendas continuarem, uma coisa é certa, o meio digital é o melhor.
APOSTE NAS LOJAS VIRTUAIS E NOS MARKETPLACES
Para quem está em dúvida em como deverá vender se as portas do físico se fecharem (ou se elas continuarem fechadas, como tem acontecido em algumas cidades pelo Brasil) as vendas online é a melhor opção.
Seja por loja virtual, tendo um ambiente próprio e totalmente customizável ou por marketplaces, onde as primeiras vendas costumam ser mais fáceis e os investimentos costumam ser menores inicialmente, vender de maneira digital, sem o contato com o público, nesse momento, pode ser uma medida, não apenas para evitar que as atividades das empresas parem, mas principalmente, a fim de conquistar um público que antes, seria impossível apenas com a loja física.
Agora, porém, você deve estar se perguntando: mas como posso escolher entre um e outro, se até uns dias desses, eu nem sabia o que eram?
O ponto é muito simples: na loja virtual, você precisará desenvolver seu próprio espaço, pode levar mais tempo, mas com seu próprio espaço, as regras são suas! Você pode colocar o preço, condição de pagamento, de venda e de entrega como quiser. É a mesma coisa que a sua loja física, só que no mundo digital!
Já para quem quiser mais agilidade e menos investimento inicial, os marketplaces são a saída! Com um público mais cativo e muitas vezes fiel, os marketplaces permitem aos lojistas exibirem seus produtos de maneira mais fácil e rápida, basta cadastrar nesses canais, ter seu cadastro autorizado e cadastrar os produtos dentro da plataforma.
Segundo Luis Pivesso, agora é a hora de se vender online, pois muitos estudos e matérias dos grandes players do E-commerce já garantem um crescimento do comercio eletrônico. Importante lembrar que é uma crise passageira, mas principalmente o Marketing vai aprender muito com isso, muitas empresas estão readequando seus orçamentos de campanhas publicitárias e aplicando esse valor no e-commerce.
Outro motivo da readequação das verbas foram os cancelamentos de feiras e eventos presenciais, nesse momento que alguns projetos, como desenvolvimento de app para venda voltam a serem discutidos para impulsionar os e-commerces.
A opção por uma ou outra vai muito de acordo com a estratégia da empresa, mas uma coisa é fato: a partir do momento que se decide vender online, deve-se ter a consciência também que esse produto deve ser entregue e a maneira como você irá realizar a entrega, fará toda a diferença.
ESTRATÉGIA LOGÍSTICA
Hoje, a estratégia logística da empresa é uma das mais importantes para a administração como um todo, principalmente, se essa empresa é digital. A partir do momento que o cliente não tem contato com o vendedor e nem a loja física em si, ele não tem aquele contato físico, que para muitos compradores ainda é mais importante e traz muito mais confiança na hora de “bater o martelo”.
Além disso, as fraudes que acontecem no meio digital também não são as melhores conselheiras de quem está começando a comprar online. E por isso, você terá que ter paciência e levar ao pé da letra tudo que promete ao cliente, quando o assunto é a entrega do produto.
Na verdade, manter o que promete ao cliente, com relação a qualidade e prazo não vale apenas para quando o cliente é novo, mas principalmente, para o que já são seus clientes ou que já têm costume de comprar digitalmente.
Tenha em mente que a logística não é apenas o envio do produto, mas desde o envio do fornecedor para o seu estoque, todo o processo de armazenagem e embalagem, envio ao cliente e retorno, caso ele queira trocar o produto ou não gostar dele.
Todo esse processo deve ser feito com cuidado, os estoques devem estar de acordo com as especificações dos fornecedores e testes devem ser feitos, esporadicamente quando o assunto é umidade e calor.
Entretanto, a logística fica ainda mais importante quando falamos do transporte do produto até o cliente. Hoje, praticamente 100% das entregas de produtos aos seus destinatários são feitas pela estrada, por meio de transportadoras ou o serviço de postagem brasileiro, os Correios.
Entretanto, em meio a pandemia é importante notar que muitas delas adotaram medidas de proteção para evitar a disseminação do vírus pelas caixas e pelos próprios produtos distribuídos.
E se a preocupação com as transportadoras são os fechamentos, por causa da pandemia, Felipe Ferrão da Go fretes é categórico:
"As pessoas não precisam se preocupar. As transportadoras uma forte consciência do seu papel para que o abastecimento de mercadorias de todo Brasil continue circulando normalmente. Tanto a parte administrativa e principalmente os caminhoneiros sabem desta responsabilidade e não devem parar em nenhum momento e nem diminuírem suas viagens".
A ESCOLHA DA FORMA DE ENTREGA
Hoje, algumas empresas possuem seu próprio sistema de entrega, como por exemplo a B2W, que possui uma empresa de logística que entrega seus produtos e de seus sellers (que atuam no marketplace deles) e até mesmo, têm contrato fora do ecossistema B2W.
Entretanto, para que não é tão grande assim, há também outras maneiras de ter um sistema de entrega que funcione e que não cause prejuízos aos negócios. E essa é a palavra a ser observada: prejuízo.
Isso mesmo! Se você não tiver uma estratégia de frete consistente e forte, você poderá ter prejuízo na hora de enviar o produto, por isso, tenha atenção na hora de cadastrar o peso e tamanho do produto, pois daí já começa sua estratégia de entrega.
A partir desses dados é que você deverá decidir qual o caminho deverá tomar. Para produtos tóxicos ou perigosos como óleo de motor, veneno, entre outros, as transportadoras são sempre a melhor decisão, pois os correios não transportam líquidos e nem produtos perigosos, independente do peso e do tamanho. Já para produtos pequenos e leves, o ideal é a entrega pelos Correios, que acaba saindo mais barato, principalmente, se você tem um bom contrato com eles.
Já, quem quiser utilizar os serviços de uma transportadora para o seu negócio, eles são os melhores para produtos grandes, frágeis, pesados ou que precisam de mais segurança no transporte como celulares, televisores, videogames, entre outros.
Ainda segundo ele, agora é a hora das empresas investirem em transporte, pois após esta crise, devemos ter um grande aumento no volume de entregas devido a uma demanda reprimida que deve surgir após a normalização da economia.
O SISTEMA DE TRANSPORTE NA PANDEMIA
O ANYMARKET desenvolveu uma pesquisa com empresas de transporte para entender ainda melhor como anda o cenário, tendo em vista que o problema com o COVID-19 ainda não tem previsão de término, apesar das vacinas já estarem em pleno desenvolvimento.
Apesar de não ter parado, o setor de transportes tomou medidas para proteger quem trabalha com o negócio e quem está sempre em contato com os produtos que são enviados.
Segundo Mário Rodrigues, CEO da Frete Rápido, o setor não deve parar, pois é um dos serviços essenciais no país. Segundo ele: “A logística é fundamental para o funcionamento de toda cadeia de suprimentos. Seja ela relacionada ao comércio online ou não. O fato é que há medidas protetivas adotadas pelas empresas de transporte, mas ainda que exista o impacto do coronavírus com relação às compras, algumas demandas são postergadas, outras, aumentam exponencialmente, como é o caso dos produtos de saúde.”
Ele afirma ainda que os cuidados têm sido redobrados nesse período de pandemia com o afastamento de pessoas do grupo de risco e o desenvolvimento de algumas atividades em home office, as empresas têm frisado o cuidado com a higienização, além da distância segura entre as pessoas. No caso das transportadoras, há a entrega sem o contato físico, onde a assinatura ou a comprovação de entregas é feita via aplicativo.
Luis Pivesso da Diretor da DataFrete ainda afirma que para quem quiser utilizar os sistemas dos Correios, não há motivos de preocupação, já que o sistema é o mais utilizado em todo o país e dificilmente sofrerá alguma alteração. O especialista ainda afirma que uma mudança brusca no processo é quase impossível, pela tradição da empresa e das atividades.
Ele acredita que um ponto de atenção são as transportadoras menores, que com o aumento dos prazos de entrega sendo cada vez mais comum entre as grandes transportadoras, pode ser o momento de elas ganharem espaço com o varejo digital.
Segundo Mário, as empresas precisam se adequar e se preparar para atender as demandas que o mercado tem fornecido. Seja para o transporte em si ou em tecnologia, os investimentos serão necessários para que haja redução de custos, como a comprovação de entregas, que reduz as fraudes, tanto para o lojista, quanto para a empresa de transporte.