Acesse o artigo publicado originalmente no E-commerce Brasil.
Vive-se a era digital, dos desafios tecnológicos e alinhamentos de estratégias ligadas à combinação dos mundos físico e virtual. Hoje, por exemplo, precisava comprar lentes de contato e fui verificar o preço em uma loja física e o valor da caixa com três pares de lentes era de R$110,00. Em seguida, entrei no Google e buscando o preço na Internet, encontrei o mesmo produto da mesma marca em Marketplaces e E-commerces por R$67,45 e ainda com frete grátis.
Isso mesmo, R$42,55 mais barato, ou seja, 38,68% a menos no mundo virtual do que no físico. E aí, qual decisão você tomaria?
Como encontrei o mesmo produto pelo mesmo preço tanto em um e-commerce quanto em um marketplace, optei por comprar no marketplace. Mas aí você pode me perguntar: “por que, Nôga?” O porquê é simples: me senti mais segura comprando do marketplace. Conheço várias pessoas que fazem o mesmo. Costumo só comprar direto do e-commerce quando já comprei dele no marketplace e tive uma boa experiência de compra.
Diante disso, resolvi trazer para você: lojista que possui um e-commerce, loja física, indústria ou distribuidora e está pensando em aliar estratégias físicas e online as principais vantagens de se vender nos marketplaces:
Credibilidade: os Marketplaces são nomes conhecidos do varejo e proporcionam credibilidade para os lojistas e consequentemente confiança do consumidor no processo de compra;
Clientes para seu e-commerce: uma vez que o cliente teve uma boa experiência de compra de um lojista no marketplace, é provável que ele procure seu site, ademais o cliente é do lojista on-line e não do marketplace, sendo que estratégias podem ser trabalhadas para trazer o cliente para seu site, como por exemplo, envio de cupom de desconto junto ao produto para compra no e-commerce;
Boa Experiência online: os Marketplaces costumam investir em tecnologia de última geração, o que garante velocidade e alta disponibilidade do site, resultando em uma boa experiência de compra on-line para o cliente;
SEO: os Marketplaces investem de modo massivo em marketing, google adwords, o que auxilia na otimização do SEO da sua empresa;
Aumento das Vendas: conheço vários lojistas que possuem 80% das operações voltadas para Marketplaces, visto que vende-se muito mais via Marketplaces do que E-commerces. Mas por quê? Devido aos pontos acima referendados pelos Marketplaces: Credibilidade, Boa Experiência, investimento massivo em Marketing e otimização do SEO.
Mas até agora só falei de prós para entrada de lojistas no marketplaces, vamos aos contras então. Os marketplaces cobram uma comissão para vendas dos produtos para oferecer os benefícios supra-citados, os quais precisam ser considerados na formação do preço de venda, além disso, ao ingressar em mais canais de vendas supõe-se mais vendas e consequentemente maior controle de estoque, vendas, notas fiscais, logística, que não podem ser negligenciados, pois são fatores críticos de sucesso na operação on-line.
Assim, é de suma importância estabelecer estratégias que lhe garantam resultados eficazes, pois quando não se sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve.
“Onde fica a saída?”, perguntou Alice ao gato, que ria.
“Depende”, respondeu o gato.
“De quê?”, replicou Alice;
“Depende para onde você quer ir…”
Desejo-lhe sabedoria e sucesso para a escolha das melhores estratégias para seus negócios!
Veja também: Como ser distribuidor do mercado livre
Quer começar a vender nos marketplaces?
O primeiro passo é se cadastrar nos marketplaces que você deseja participar e fazer a contratação.
Abaixo estão os links de cada marketplaces:
Mercado Livre - http://www.mercadolivre.com.br/marketplace
Cnova - http://marketplace.br.cnova.com/
B2W - https://www.bonmarketplace.com.br/
Walmart - https://marketplace.walmart.com.br/
Netshoes - http://www.netshoes.com.br/marketplace/
Grupo GFG (Dafiti, Tricae e Kanui) - http://marketplace.dafiti.com.br/
Preparar boas promoções e atrair consumidores não devem ser os únicos objetivos do seu e-commerce durante a Black Friday. Além de planejar ações promocionais e de divulgação, é essencial ter um planejamento detalhado de logística para a Black Friday.
Durante o evento, é comum que a demanda cresça - tanto em relação ao número de pedidos quanto ao atendimento e contato com clientes. Também é preciso estar preparado para lidar com as atividades de pós-venda; afinal, não conseguir entregar o que prometeu vai deixar o cliente insatisfeito e pode resultar em problemas sérios para a sua loja.
Para te ajudar a estabelecer uma boa estratégia de logística para a Black Friday, confira nossas dicas.
Atente-se ao prazo de entrega
O prazo de entrega pode ser decisivo para que o consumidor compre ou não um produto. Assim sendo, conseguir entregar com agilidade os pedidos da Black Friday é uma grande vantagem para oferecer.
Porém, não prometa um prazo que você não vai conseguir atender. Leve em conta que o aumento do número de pedidos pode acabar deixando o processo de preparação e envio mais demorado. Na hora de prever o prazo, mais vale estipular um período mais longo e conseguir entregar antes do que acabar atrasando a entrega.
Aumente a equipe
Já que a demanda da época é maior, aumentar a equipe temporariamente faz todo o sentido. Dessa forma, você consegue mais agilidade para dar conta da sobrecarga e mantém o fluxo de trabalho no mesmo ritmo.
Considere contratar pessoas para cuidar do atendimento durante os dias de promoção, para atuar na preparação e embalagem de pedidos e cuidar de outras ações operacionais.
Cuide do estoque
Não corra o risco de vender produtos que você não tem mais em estoque! Estude, com antecedência, o que estará em promoção e deve vender em grandes quantidades para preparar o estoque.
É importante também certificar-se de que o estoque esteja atualizado em todas as suas plataformas de venda e marketplaces, antes e durante a sexta-feira de promoções. Com o ANYMARKET, você consegue integrar as plataformas e manter os estoques sincronizados e atualizados, evitando confusões.
Quer preparar sua loja para vender bem nos marketplaces na Black Friday? Baixe já o nosso ebook gratuito e comece a se planejar!
Criar um bom relacionamento com os clientes faz toda a diferença e pode ser decisivo no sucesso ou fracasso de uma empresa. No universo do e-commerce, atendimento e relacionamento são tão importantes quanto em lojas físicas e podem ser grandes responsáveis pela atração e fidelização de clientes.
Com a aproximação da Black Friday, focar em boas estratégias de atendimento é fundamental para o sucesso no evento. Afinal, deixando o consumidor satisfeito, é possível conquistar um novo cliente e fazer com que ele continue comprando mesmo depois do evento de promoções.
Pensando nisso, selecionamos algumas práticas essenciais para um bom relacionamento com clientes - para conquistá-los na Black Friday e mantê-los nas outras datas. Confira!
1. Disponibilize diferentes canais de atendimento
A sua missão deve ser sempre facilitar o contato do seu cliente com a empresa. Para tanto, disponibilize diferentes canais de atendimento e faça com que eles sejam facilmente encontrados dentro do seu site.
Na hora de escolher em que canais atuar, avalie o que faz mais sentido para você e para seus consumidores. Vale disponibilizar número de telefone, perfis ou páginas em redes sociais, e-mail, FAQ, chat, WhatsApp e endereço físico.
2. Intensifique o atendimento durante a Black Friday
O número de consumidores buscando produtos e promoções durante a Black Friday é muito maior que em um dia comum. Assim sendo, faz todo o sentido que seu atendimento também seja intensificado para dar conta da demanda.
Aumente a equipe de atendimento e mantenha-se ativo durante todo o período de promoções. Agilidade na resolução de problemas e esclarecimento de dúvidas é crucial, especialmente neste evento: se não conseguir comprar com você, o consumidor pode acabar comprando com o concorrente.
3. Conheça o seu cliente
Pode parecer óbvio, mas nem sempre é: conhecer o seu cliente é imprescindível. Quanto mais informações você tiver sobre quem é o seu cliente, seus gostos, comportamento e atividades, melhor será a sua comunicação com ele. Afinal, dessa maneira você saberá exatamente o que dizer e como dizer, criando uma relação positiva para ambas as partes e mantendo o relacionamento mesmo depois do impulso da Black Friday.
4. O foco deve ser o cliente
O cliente entrou em contato para esclarecer uma dúvida, resolver um problema, fazer um elogio ou uma reclamação? Não importa o motivo do contato: o atendimento deve ser focado totalmente no cliente. Procure compreender quais são as necessidades e mostre-se aberto para ouvir e ajudar.
5. Personalize
Você sabe quem é seu cliente e faz dele o foco de cada interação? Se sim, a personalização do relacionamento não deve ser um problema para você. Embora estejam comprando online, os consumidores gostam de sentir que estão fazendo negócio com pessoas e, mais ainda, gostam de sentir que são especiais para a empresa. Essas características precisam ser transmitidas na forma como o seu e-commerce se comunica com cada cliente, fazendo sempre o possível para oferecer uma interação o mais personalizada possível.
6. Esteja presente em vários estágios de interação
Estar próximo do cliente e relacionar-se com ele em momentos diferentes é uma dica preciosa. Acompanhar o comportamento de compra e mostrar-se sempre presente são ações que despertam no cliente um sentimento de segurança, diminuem as chances de problemas por comunicação e ainda aumentam o potencial de vendas.
Depois de conquistar um novo cliente na Black Friday, não deixe de interagir com ele! Ainda que esse consumidor tenha chegado até você em busca de promoções, ele pode se tornar um cliente valioso no futuro.
7. Não deixe dúvidas
Uma parte importante de um bom relacionamento é uma comunicação clara. Não deixe seus clientes com dúvidas! Capriche na descrição dos produtos e crie um FAQ para esclarecer as questões mais frequentes. Quando receber uma pergunta ou dúvida direta, seja objetivo e eficiente nas respostas.
Agora você já sabe o que precisa para criar um bom relacionamento com seus clientes ou renovar as estratégias de comunicação da sua empresa! Não se esqueça de que se o seu cliente está feliz e satisfeito, você também estará.
Para conhecer mais estratégias de venda e planejar a Black Friday, faça o download do nosso e-book gratuito!
Com a aproximação da Black Friday, a preparação dos e-commerces para o evento se intensifica. A sexta-feira de promoções acontece, neste ano, no dia 25 de novembro e promete movimentar lojas e consumidores, em um gigantesco potencial de vendas.
Nos marketplaces, o tráfego de consumidores em busca de produtos em oferta é altíssimo durante a Black Friday e os sellers têm grandes chances de impulsionar suas vendas e chegar a novos clientes.
Para aproveitar a data, é preciso planejar-se com antecedência e ter clareza de quais estratégias pretende empregar. Pensando nisso, selecionamos algumas dicas que podem ajudar no planejamento para o evento. Confira!
O principal atrativo é o preço baixo
Black Friday é sobre preços baixos: é isso que os consumidores esperam e buscam nesta data. Para participar do evento, você precisa pensar em como conseguir um preço competitivo para chamar a atenção de quem pretende aproveitar a sexta-feira para fazer compras.
Vale lembrar que é importante chegar a um valor adequado e bem pensado, de acordo com suas estratégias de precificação, para não ter problemas e não acabar no prejuízo. Além disso, cuidado com as falsas promoções! Faça ofertas com descontos reais - o consumidor vai saber se a sua promoção não for verdadeira e isso não será positivo para a sua imagem.
Entrar ou não na buy box?
Ter seu anúncio na buy box do marketplace pode alavancar suas vendas em grande escala, especialmente durante a Black Friday. Para conseguir o destaque, é preciso ficar de olho nos requisitos específicos de cada marketplace e, no geral, oferecer o preço mais baixo entre seus concorrentes.
Porém, tentar ou não o destaque do seu anúncio na buy box não é a única estratégia possível; é uma escolha. Pensando nos seus objetivos de venda, estoque e sistema de logística, talvez faça mais sentido para seu e-commerce não aparecer na buy box em um primeiro momento. Faça essa escolha de forma consciente, pondo na balança o preço final, os custos e suas condições operacionais para decidir o que vai funcionar melhor para sua loja.
Selecione produtos para trabalhar
Black Friday não significa necessariamente baixar o preço de todos os seus produtos. Selecione os produtos que entrarão na promoção e que terão a venda trabalhada no evento. Você pode escolher seus itens mais vendidos ou produtos que têm baixo giro para impulsionar a venda - tudo vai depender dos seus objetivos. De qualquer forma, certifique-se de que o mix selecionado tenha boa disponibilidade em estoque para não acabar vendendo o que não tem.
Considere ampliar a equipe durante o evento
A consequência mais provável da combinação preço baixo + Black Friday + venda online é a alta nas vendas. Mas, vender muito não é tudo o que importa: é preciso conseguir entregar tudo o que foi pedido, cumprindo os prazos prometidos.
Para dar conta do aumento da demanda, uma boa estratégia pode ser ampliar a equipe de trabalho na Black Friday - tanto para o atendimento aos clientes durante o período de promoções quanto para as ações operacionais que se seguem.
Prepare-se com antecedência
Seja qual for a estratégia escolhida, é preciso que ela esteja definida com clareza e com antecedência. O ideal é estabelecer suas estratégias pelo menos uma semana antes do dia de promoções, quando as vendas já começam a aumentar.
Além disso, alguns marketplaces congelam a alteração de preços com a proximidade do evento. Portanto, é fundamental verificar as regras da plataforma e estar preparado para não ser pego desprevenido.
Quer saber como preparar melhor o seu e-commerce para a Black Friday dentro dos marketplaces? Baixe já o nosso e-book gratuito!
Acesse o texto publicado originalmente no E-commerce Brasil.
Recentemente, um amigo, Maurício, procurou-me para conversar sobre sua dificuldade em competir com o preço dos concorrentes gerando dificuldade em ter resultado positivo com seu e-commerce. Perguntei para ele:
– Como você define o preço de venda, Maurício?
Ele respondeu:
– Por padrão, eu multiplico o custo do produto por 1,6 vezes o valor que paguei no produto e ajusto o preço conforme a concorrência, para que fique um pouco abaixo.
Continuei a investigar e perguntei:
– Mauricio, está funcionando essa métrica? Está tendo lucro?
– Sim, consigo realizar um bom faturamento, meu preço não é o mais caro e nem o mais barato do mercado.
Insisti e continuei a questionar:
– Como chegou a essa métrica de multiplicar 1,6 vezes o valor que paga no produto?
Ele respondeu prontamente:
– Outro empresário, amigo meu, usa essa métrica. Apliquei e vi que dava certo. Conseguia vender com margem.
Percebi que ele começava a se irritar, mas como amigo, não poderia deixar de ir em frente e perguntei:
O que o “Excel fala” quando você joga os custos do produto, custos operacionais e custos com venda? O Mark-up de 1,6 é suficiente?
Já irritado com a conversa ele respondeu mais seco:
– É difícil apurar os custos corretamente! Dá muito trabalho…e o mercado é muito dinâmico.
– É mais fácil ter prejuízo, Maurício?
Ele não gostou da resposta e a conversa se encerrou por ali. Minha forma direta de conversar mais uma vez me colocou em uma situação delicada com um amigo.
Algumas semanas depois, recebo uma ligação no meu celular e, que surpresa, era Maurício me convidando para um almoço, fechando a conversa com um prazeroso:
– E é por minha conta! Sua pergunta me fez refletir e consegui ver onde eu estava errando! Não tinha claro os componentes do preço dos meus produtos. Agora com os componentes do preço na mão, vai ficar mais fácil tomar decisões de qual mix amplificar, qual mix abandonar e onde tenho que focar – afirmou Maurício.
Durante o almoço, com alguma empolgação fui explorando como ele conseguiu chegar aos componentes do preço e como isso estava lhe ajudando. Aqui transcrevo:
Passo 1: Entendi os componentes do preço

De maneira geral, classifiquei os componentes do preço em quatro grupos:
- Custo do Produto: todos os custos necessários para que o produto esteja na sua “prateleira” de armazenamento pronto para ser enviado. Estão nesse grupo por exemplo, valor de compra do produto, frete, diferenciais de alíquotas de ICMS, entre outros.
- Custo da Operação: todos os custos indiretos envolvidos com a sua operação, aqueles que você não consegue apropriar diretamente a um produto quando ocorre um evento na sua operação. Estão nesse grupo despesas como água, luz, energia, softwares, gastos com pessoal, alugueis etc.
- Custo com Vendas: custos que somente incidirão quando uma venda ocorrer. Temos nesse grupo comissões de vendedores, impostos sobre vendas, verbas de marketing (quando definidas em função do faturamento), comissões de marketplace, subsídios de frete (Ex: Frete Grátis) etc.
- Lucratividade: quanto preciso remunerar o investimento que fiz e o risco do negócio. Efetivamente é o que vai gerar prosperidade e saúde para o negócio, bem como divisas para os acionistas.
Passo 2: Busquei em cada um dos componentes TODAS as variáveis que realmente impactam o preço
Para descobrir as variáveis, segui a seguinte estratégia: etiquetei uma caixa para cada um dos componentes do preço (Custos do Produto, Custos da Operação e Custos da Venda) e durante 3 meses acumulei nessas caixas tudo o que eu pagava. Depois, fiz uma relação deles com o total de vendas no período.
Exemplo: custos com juros para compra de mercadoria, deixei na caixa do custo do produto. Custos de energia elétrica e pessoal deixei na caixa de custos da operação e custos com impostos ou comissões que somente ocorrem quando o produto é vendido, deixei na caixa de custos da venda. Depois, descobri quanto que isso representava em relação ao total que vendi no período.
Passo 3: Formei meu “Mark-up” de venda.
O problema é transformar todas as variáveis levantadas na mesma base de cálculo matemática, para que possamos aplicar a uma fórmula que sempre funciona em nosso negócio, haja vista que as vezes temos um valor e as vezes temos um percentual do valor final da venda.
Vamos supor o seguinte cenário:
Comprei um produto por R$ 100,00. O custo final (com frete, seguros, Impostos e outras despesas) para que ele esteja no meu estoque pronto para venda é de R$ 110,00.
Com base na análise das caixas marcadas com cada tipo de despesa, descobri que meu custo da operação é 15% do faturamento.
Também descobri que tenho como custo sobre vendas, (impostos, comissões, fretes bonificados etc.) uma carga de 30% sobre o valor da venda.
E desejo um lucro líquido de 6% sobre o faturamento.
A fórmula e o processo é o seguinte:
- Soma-se os valores de mesma base (% sobre o faturamento)
15% + 25% + 6% = 46% - Transforma o percentual em numeral, para termos o percentual transformado
46% = 0,46 - Aplica-se no custo “por dentro”, para que os percentuais aplicados ao valor de venda representem o valor correto. Para simplificar passo aqui a fórmula:
- Mark-up = 1 / (1-percentual transformado)
- Mark-up = 1 / (1-0,46)
- Mark-up = 1/0,54
- Mark-up = 1,8519
Agora basta multiplicar o mark-up pelo valor do CUSTO DO PRODUTO.
- Valor de Venda = Custo do Produto x Mark-up
- Valor de Venda = R$ 110,00 x 1,8519
- Valor de Venda = R$ 203,70
Passo 4: Analisei cada SKU ou grupos de produtos decidindo qual seria o preço mínimo e máximo que posso praticar em função da concorrência
Assim ficou mais fácil direcionar minha equipe e não perder dinheiro correndo atrás da concorrência.
Ao final do almoço, tomando minhas anotações com o último gole de suco, Maurício me surpreende com um sorriso enorme dizendo:
– Caro amigo, muitas vezes precisamos parar de fazer o mais fácil, mesmo que dê mais trabalho, consegui ver isso com aquelas perguntas que você me fez, que confesso foram bastante indigestas, mas salvaram meu negócio. Serei eternamente grato, pois de fato você se preocupou comigo como um amigo de verdade, não simplesmente falando o que eu queria ouvir, mas me fazendo enxergar o que eu precisava ver naquele momento. Obrigado!
Não pude deixar de esconder meu contentamento com as palavras de Mauricio e lhe disse:
– Você é uma pessoa exemplar, poucas pessoas têm a capacidade de olhar de frente para os problemas, fazer o que está a seu alcance ao invés de ficar justificando porque as coisas não estão dando certo, explicando dificuldades. Assim que você entendeu o problema, mesmo que indigesto, parou de justificar, digeriu e o mais importante, agiu. Isso tudo é mérito seu e não meu!
Encerrando, assim, aquele almoço de quinta-feira.
Não precisamos ser excelentes matemáticos, mas temos que saber fazer bem a matemática básica e sermos disciplinados para encontrarmos os valores corretos de cada componente do preço para que, se formos vender para perder dinheiro, que seja por uma estratégia e não simplesmente para correr atrás da concorrência.
O que faz sentido para o concorrente pode não fazer sentido para você.
Um dos principais desafios da atuação em marketplaces é conseguir se destacar em meio a tantos produtos e lojistas concorrentes. Para conseguir seu lugar ao sol, trabalhar a relevância dos anúncios nos marketplaces é indispensável - afinal, é assim que você conseguirá chegar a mais consumidores e, consequentemente, aumentar as chances de venda.
A relevância do anúncio influencia o posicionamento na buy box, caixa que dá destaque à oferta de um determinado seller e que acaba chamando a atenção do consumidor. Para chegar lá, melhores condições de preço e de frete são importantes, mas não são tudo.
Confira algumas dicas para aumentar a relevância dos seus anúncios nos marketplaces!
1. Pense nas buscas
A ferramenta de busca é uma das principais formas do consumidor chegar até seu produto dentro de um marketplace. Por isso, é imprescindível otimizar títulos e textos de descrição para que os produtos sejam encontrados facilmente. Trabalhe as palavras-chave corretamente, use títulos claros e objetivos.
2. Utilize imagens de qualidade
Na hora de cadastrar seus produtos no marketplace, a inclusão de fotos de boa qualidade é fundamental. Além de ser importante para que o consumidor conheça o produto, os marketplaces geralmente consideram a qualidade do produto como um fator essencial de relevância. Prefira imagens com alta resolução, fundo branco e sem marcas d’água.
3. Capriche nas descrições e especificações
Em sua maioria, os marketplaces consideram o cadastro de descrições e especificações de produtos detalhadas como um ponto forte para relevância dos anúncios. Atenha-se às principais características do produto, produzindo um texto claro e informativo. Aproveite para pensar nesse conteúdo de acordo com boas práticas de SEO e trabalhe palavras-chave.
4. Cadastre o EAN dos produtos
O EAN (European Article Number), conjunto de dígitos que acompanha o código de barras, é o código que identifica e traz as informações de um produto. Nos marketplaces, o cadastro do EAN ajuda na identificação do produto e na associação deste a ofertas já cadastradas, o que agiliza a validação e aumenta a relevância do anúncio. Além disso, o código contribui para que o consumidor encontre mais facilmente um produto específico na busca e tenha mais segurança para diferenciar itens similares.
O cadastro do EAN é feito, geralmente, no momento de cadastramento do produto no marketplace. Caso você não tenha o código, entre em contato com o fabricante ou fornecedor.
Veja também: anúncios de vendas
Leia também: Como se destacar dos concorrentes
5. Ofereça um bom atendimento
Alguns marketplaces, como o Mercado Livre, consideram a reputação e avaliação do seller pelos clientes como um ponto importante na relevância do anúncio. Por isso, oferecer um bom atendimento, estar atento às perguntas e dúvidas de clientes e entregar os pedidos no prazo prometido são ações que colaboram não apenas para boas experiências de compra, mas também para que seus anúncios se tornem mais relevantes dentro das plataformas.
Vale ressaltar que cada marketplace tem suas especificidades e condições próprias para considerar um anúncio mais ou menos relevante. Saiba mais sobre regras de anúncio do Mercado Livre, B2W, Cnova, Walmart e marketplaces de moda.
Acesse o texto publicado originalmente no E-commerce Brasil.
Quem é do mundo do e-commerce sabe que não se fala em outra coisa que não seja vender nos marketplaces. Eles são canais de altíssima audiência e trazem muita exposição dos seus produtos para um número realmente alto de pessoas em todo o país.
Ainda não atingimos nem 50% da população brasileira comprando ativamente pela internet, mas os números de audiência desses canais, marketplaces como são chamados, são gigantescos, totalizando milhões de visualizações ao mês, isso mesmo, eu disse ao mês.
É fácil perceber que esse modelo veio para ficar e tem dado condições para que pequenas empresas aumentem brutalmente suas vendas em pouco espaço de tempo, uma vez que mesmo que investissem pesado em marketing digital não conseguiriam números nem perto dos níveis atingidos pelos canais mais fracos, por assim dizer.
Porém, é sempre importante lembrar que todo esse volume de vendas irá gerar vários pontos de pressão dentro das empresas que utilizam marketplaces como estratégia de crescimento. Isso porque, com o aumento de vendas, toda a cadeia interna será pressionada ao máximo e é de suma importância ter um plano para lidar com esse cenário.
O plano deve ser simples, direto e, dentre outras coisas, precisa identificar quais são as melhores ferramentas tecnológicas para operar com altos volumes de venda sem aumentar os custos ou mesmo criar gargalos intransponíveis.
Sem sombra de dúvidas, um aliado poderoso para operar com eficiência nos marketplaces, com agilidade e redução de custos além de baixa incidência de erros é o uso de um Marketplace Hub ,ou, como também é conhecido, Integrador de Marketplaces.
Atualmente existem várias opções no mercado e continuam aparecendo mais. Essa ferramenta tem a missão de garantir que seu estoque esteja sempre atualizado, independentemente em que canal você tenha vendido.
Agilidade e estabilidade são itens muito críticos neste sentido, já que de nada adiantará ter seus produtos expostos nas “prateleiras” dos melhores marketplaces do país como Casas Bahia, Lojas Americanas, Mercado Livre, Walmart, se não houver estoque disponível, na quantidade certa, pelo preço certo, com o anúncio certo e por aí vai.
Mas como escolher o melhor integrador do mercado?
Separei alguns pontos que você deve se ater ao fazer essa escolha. São eles:
- Estabilidade: o integrador deve ter foco na estabilidade, uma boa reputação neste quesito. Esse ponto geralmente é a linha de corte que separa os aventureiros das empresas mais focadas e sérias;
- Neutralidade comercial: recomendamos que procure conhecer mais sobre o fornecedor do integrador e o quanto ele é neutro comercialmente, ou seja, se possui vínculos com outras empresas (marketplaces) que atuam como concorrentes de seu negócio. Para algumas categorias de produtos isso pode ser fatal;
- Arquitetura assíncrona: deve atuar de maneira independente entre processos e em tempo real. Mesmo grandes ferramentas de mercado, que falam que atuam em tempo real, ainda trabalham por ciclos e isso faz com que você fique descoberto até o ciclo ocorrer a cada 15 minutos ou até mesmo 1 hora. Nos casos em que os níveis de estoques são “rasos”, isso acarreta sérios problemas;
- Estrutura para altos volumes: além de atuar por demanda ou assíncrona, deve ter preparação para lidar com grandes volumes – e aqui quero dizer realmente grande, deve ser capaz de lidar com filas de pedidos, números de SKU´s altos e atualizações de estoques sem travar;
- Orientação a serviço: a empresa que fornece o Integrador deve ter uma cultura organizacional e empresarial voltada a serviço e excelência. Busque empresas que possuam algum selo de qualidade internacional que referencie e ateste seus processos e procedimentos internos;
- Multi-canal de atendimento: é importante pensar que não ligamos para nosso fornecedor quando as coisas estão bem, na verdade, nem lembramos que eles existem. Somente quando estamos passando por alguma instabilidade ou problema que recorremos a ele, por isso precisamos ter acesso rápido ao fornecedor e este deve oferecer mais de um meio para esse atendimento;
- Estrutura empresarial: não estou dizendo que uma empresa pequena com apenas 20 funcionários não seja capaz de realizar um trabalho de qualidade, mas é mais seguro para sua empresa que seu fornecedor tenha departamentos mais robustos, que possuam funções definidas para lhe dar o suporte adequado ao seu crescimento;
- Não escolher apenas por preço: esse é um ponto crítico, pois muitas empresas escolhem seus fornecedores pura e simplesmente pelo preço de seus serviços, não levando em consideração a relação custo-benefício que este oferece. Não estou sugerindo contratar o mais caro, por erroneamente pressupor que seja o melhor, nem tampouco radicalizar e contratar o mais barato, mas procure conhecer o número de clientes, quais são os serviços e funcionalidades inclusas e peça referências sobre este fornecedor;
- Fidelidade contratual: busque um fornecedor que não apresente cláusulas de fidelidade contratual que obrigue sua permanência. Lembre-se que sua empresa deve gostar do fornecedor e desejar continuar a parceria e não ser obrigada a ficar por causa de uma multa ou coisa do tipo;
- Funcionalidades: procure conhecer quais são as funcionalidades que a ferramenta apresenta. Uma boa forma de fazer isso é pedindo uma demonstração, vale lembrar que as funcionalidades devem servir para auxiliar você a impulsionar suas vendas;
- Capacidade de Evolução: o mercado de e-commerce é muito competitivo, busque conhecer como seu futuro integrador planeja e trabalha a evolução do serviço ou ferramenta;
- Desconfie se houver muitas promessas durante a apresentação: todos já passamos por uma compra onde o vendedor enrolou e prometeu mais do que sabia que entregaria. Por se tratarem de serviços tecnológicos que dependem de milhares de elementos, muitas vezes externos ao fornecedor, problemas podem ocorrer. Mesmo a ferramenta mais estável do mercado poderá ficar “fora do ar”, desconfie se o vendedor estiver garantindo 100% de disponibilidade ou mencionar coisas do tipo: “Nossa ferramenta nunca fica indisponível”, isso simplesmente não existe. O que existe são ferramentas e empresas que têm menor índice de incidência de problemas e métodos mais eficazes para contorna-los quando os mesmos ocorrem, pois em algum momento eles ocorrerão.
Bons negócios e ótimas vendas!
A Black Friday é um dos eventos mais esperados do ano no varejo online. A sexta-feira de promoções intensifica o consumo e promete um elevado número de vendas, fazendo a alegria de consumidores e lojistas.
Que o evento tem um imenso potencial você já sabe. Mas, o que a Black Friday pode fazer pelo seu e-commerce? Que metas e objetivos a data pode te ajudar a conquistar? Aumentar o volume de pedidos não é o único objetivo possível para o lojista participante do evento: as vantagens podem ir além.
Saiba no que a Black Friday pode ajudar o seu e-commerce e prepare-se para o evento!
Queimar estoque
A Black Friday é uma ótima oportunidade para queimar estoque. Aproveite o clima de promoções e a alta procura dos consumidores para vender a preços mais baixos os produtos que você não quer mais estocar. Coleções antigas e produtos sazonais são ótimos exemplos de itens que podem ter sua venda impulsionada no evento.
Trabalhar produtos de baixo giro
Os produtos de baixo giro nem sempre são aqueles que você quer “limpar” do estoque - podem ser também itens de preço mais alto, lançamentos que ainda não caíram nas graças do público ou produtos de nicho. Aproveitar o tráfego intenso e as promoções para chamar a atenção do consumidor pode ser uma ótima estratégia para potencializar a venda desses produtos.
Criar novos contatos
Durante a Black Friday, milhares de consumidores navegam por diversos e-commerces e marketplaces em busca das melhores promoções. Com todo esse público ativo, você tem uma ótima chance de criar novos contatos e conquistar novos clientes.
É possível encarar o evento como uma oportunidade de chegar a um novo cliente e fidelizá-lo no futuro, fazendo com que ele volte a comprar com você em outras datas. Se esse for o objetivo, estratégias como vender um produto com baixa margem de lucro, por exemplo, podem fazer todo o sentido para atrair compradores e depois nutrí-los, incentivando novos pedidos.
Fortalecer o relacionamento com antigos clientes
Quem já compra com você não deve ser esquecido durante a Black Friday. Além de aproveitar o evento para conquistar novos clientes, esse pode ser um ótimo momento para fortalecer o relacionamento com os clientes antigos.
Selecione suas melhores ofertas e envie diretamente para sua base de clientes fiéis ou pense em ações exclusivas para esse público. Assim, você mostra ao cliente que ele é valorizado e consegue cativar ainda mais aqueles que fazem compras na sua loja durante todo o ano.
Vender mais
Além de tudo isso, é válido ressaltar: na Black Friday, você pode vender muito mais. Se o seu objetivo é simplesmente alavancar o volume de vendas e aumentar o número de pedidos, você vai encontrar esta oportunidade durante o evento - afinal, a data concentra uma grande quantidade de consumidores focados em realizar compras. Oferecendo promoções reais e boas condições, o evento tem tudo para ser um sucesso para seu e-commerce.
Não deixe o planejamento para a última hora! Saiba como se preparar para a Black Friday atuando nos marketplaces com nosso e-book gratuito.
O Walmart é um dos principais marketplaces do mundo e uma das empresas com maior faturamento por ano. No Brasil, a rede também já ocupa local de destaque no mercado e saber como vender no Walmart pode fazer a diferença para o lojista virtual.
Presente em 27 países, a abrangência em quantidade e variedade de produtos e lojistas integrados ao Walmart é gigantesca. Com abrangência de entrega em 100% dos CEPs brasileiros, o marketplace é um dos principais pontos de busca de produtos pelos consumidores, como confirmam os números da empresa:
- 1 bilhão de consumidores mensais no mundo;
- 23 departamentos no Brasil;
- 11 milhões de usuários únicos;
- 60% de crescimento no faturamento em 2013.
Neste texto você descobre quais são as categorias mais vendidas, como começar a vender e como aumentar a relevância dos anúncios no Walmart. Confira!
Categorias mais vendidas
As categorias mais vendidas no Walmart são Cultura e Lazer, Estilo e bem estar, Celulares/Telefones, Eletrodomésticos, Áudio/Vídeo, Eletroportáteis, Informática, Automotivo, Móveis/Decoração.
Requisitos de entrada
Para começar a vender no Walmart, o lojista deve fazer um cadastro online e esperar a aprovação da empresa. O cadastro pede dados como CNPJ, contatos, informações sobre presença online e reputação, dimensão da empresa e nicho.
Como aumentar a relevância dos anúncios
Para ter o anúncio aprovado pela equipe do Walmart, o lojista precisa ter foco no conteúdo. A qualidade de títulos, descrições e especificações de produto serão levadas em consideração e é preciso que esses componentes estejam claros e condizentes com a oferta.
As imagens também merecem atenção especial. As fotos de produto devem ter boa qualidade (arquivos com no mínimo 400x400 px), com fundo branco e sem marca d’água.
O cadastro do EAN dos produtos é essencial para a catalogação de cada item pela equipe do marketplace, que organiza produtos iguais em uma mesma página. Para aparecer na buy box, são selecionados os produtos com menor preço.
Otimização com o ANYMARKET
Com a integração com o Hub ANYMARKET, o cadastramento de produtos em grande quantidade é feito com praticidade e você pode focar em melhorar a qualidade do conteúdo dos anúncios - o que vai, consequentemente, influenciar no desempenho de vendas.
O gerenciamento das ações nos marketplaces fica muito mais prático com o ANYMARKET! Conheça outras funcionalidades da ferramenta.
Confira também as especificidades de outros marketplaces:
